30 de agosto de 2025
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Público lota Centro Cultural São Francisco em concerto especial da Orquestra Sinfônica de João Pessoa

 Público lota Centro Cultural São Francisco em concerto especial da Orquestra Sinfônica de João Pessoa

Foto: reprodução

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O público lotou o Centro Cultural São Francisco, no Centro Histórico da Capital, na noite desta sexta-feira (29), para assistir ao concerto da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa, sob a regência do maestro chileno Carlos Dourthé. O evento marcou o encerramento do 8º Festival Internacional de Música de Câmara da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), apoiado pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

O diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, afirmou que foi uma noite muito especial da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa e ressaltou que os músicos e as musicistas tiveram uma performance de alta qualidade, uma marca do trabalho da equipe liderada pelo maestro Nilson Galvão. Ele avaliou que, na noite desta sexta-feira, o trabalho da Orquestra tomou uma dimensão especial porque marcou o encerramento do Festival Internacional de Música de Câmara da UFPB.

“Agradeço muito ao maestro Carlos Dourthé, que veio da França, ao professor Felipe Aquino, coordenador do Festival, e a toda a equipe do Museu de São Francisco por acolher os nossos projetos artísticos e culturais. Ficamos muito contentes de poder liderar essa política de cultura da cidade de João Pessoa, sob a orientação do prefeito Cícero Lucena, e trabalhar com toda a diversidade de cultura que nós temos”, acrescentou.

Felipe Avellar de Aquino, professor de violoncelo da UFPB e coordenador do Festival Internacional, destacou que, com a parceria UFPB-Funjope, foi possível constatar o maior evento entre os oito já realizados. “Este foi com um nível artístico mais alto, com nomes internacionais mais importantes. Terminamos com o coração cheio de alegria e muito honrados por tudo que vivenciamos e já planejando a nona edição”, afirmou.

O maestro Carlos Dourthé, que nasceu em Santiago do Chile e vive na França há mais de 40 anos, destacou suas impressões sobre o trabalho da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa. “Esta é a primeira vez que visito João Pessoa. Estou muito contente porque vim para reger a Orquestra da cidade. Os músicos são realmente excepcionais e, para mim, é um privilégio estar aqui. Passei uma semana muito linda de trabalho. O concerto foi o resultado de todo esse trabalho e foi um prazer tocarmos juntos”, afirmou Dourthé.

Público – Quem foi ao Centro Cultural São Francisco pode apreciar um belíssimo concerto e elogiou a iniciativa da Funjope de realizar as apresentações mensais e gratuitas.

O engenheiro florestal Leão Carlos destacou que considera os concertos da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa bem interessantes. “É sempre muito bom assistir ao concerto, principalmente porque é tudo gratuito. A população poderia, inclusive, prestigiar mais porque é uma oportunidade fantástica da gente ver grandes solistas, grandes músicos e musicistas. Vale muito a pena”, comentou.

A estudante de enfermagem Alícia Santos ressaltou a relevância do evento. “Acho muito importante esses concertos abertos ao público. Ter a oportunidade de vir aqui prestigiar é muito enriquecedor para mim, culturalmente, e também para o cidadão de João Pessoa”, disse.

A servidora pública Suellen Finizola observou que a Prefeitura está de parabéns por manter viva a cultura. “Eu trouxe meu filho de 11 anos para perpetuar essa geração de cultura, de novos conhecimentos, de algo que realmente enriqueça a nossa alma. Os concertos nunca decepcionam aqui no Centro Cultural São Francisco, que tem uma acústica incrível. Tudo aqui é muito lindo e corrobora com a Orquestra”, elogiou.

O arquivista Guilherme de Paula tem a mesma impressão. “Eu acho que o incentivo à arte através das prefeituras e dos órgãos competentes é de suma importância para a diversão e bem-estar da população, e inclui várias camadas da sociedade. É uma oportunidade que vale a pena aproveitar, porque a música em si e a arte falam com o coração das pessoas, independentemente da classe social à qual se pertence”, frisou.

Concerto – Foram executadas três obras durante o concerto, iniciando com o solista Cármelo de Los Santos, que é brasileiro e professor no Novo México (EUA). Ele tocou o Rodó capriccioso, de Camille Saint-Saëns. “É uma peça de bravura para violino, muito virtuosística. “Cármelo toca e se expressa com muita facilidade. É um músico expressivo e tem uma qualidade sonora muito bonita”, pontuou o maestro da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa, Nilson Galvão.

Na sequência, foi executado o concerto nº 1 para violoncelo, de Dmitri Shostakovich. “Um concerto muito difícil tecnicamente e musicalmente falando, e eu digo isso com bastante propriedade porque sou violoncelista. Fala muito sobre medo e terror de um regime comunista. O próprio Shostakovich está inserido na música. As primeiras quatro notas do concerto se repetem e são as iniciais do nome dele. Então, é um pouco autobiográfico”, explicou o maestro.

O concerto foi encerrado com a 1ª Sinfonia de Beethoven. “Esta Sinfonia, na época de sua estreia, foi muito vaiada porque pegou as pessoas de surpresa com essa nova sonoridade, extraindo sons autênticos dele, como sustos e uma massa sonora muito forte. Foi uma noite brilhante e especialíssima”, resumiu Nilson Galvão.

Paraíba Master com informações da Prefeitura de João Pessoa

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