30 de setembro de 2026
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25 anos depois, uma nova Carta da Anahp aponta caminhos para o futuro

 25 anos depois, uma nova Carta da Anahp aponta caminhos para o futuro
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Os lideres dos 197 hospitais membros da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), com representantes de todos os estados brasileiros, reunidos na Bahia, compartilham com a opinião pública suas posições e propostas para a construção de um setor de saúde ético, integrado e resolutivo. Reafirmam assim o compromisso assinado por nossos 23 fundadores, vinte e cinco anos atrás, quando o atual modelo de saude dava seus primeiros passos apos a regulamentação do sus e do setor privado.

Apesar de tudo, avançamos muito. Em 25 anos, vimos o SUS se afirmar nacionalmente e alcançamos 53 milhões de beneti-ciários dos planos de saúde graças ao setor privado. Nossa medicina evoluiu enormemente no entendimento das doenças e de como tratá-las; as tecnologias inteligentes e os processos eficientes elevaram a proteção à vida e aumentaram a longev-dade média do brasileiro em seis anos. Temos instituições hospitalares de nivel internacional. Nenhum brasileiro precisa sair do pais para receber atendimento de excelência nas mais diversas áreas da saúde. Os investimentos fluiram para o setor, que representa 9,6% do PIB nacional e funciona como importante motor do desenvolvimento econômico.

Novos Avanços Exigem Mudanças 

  • O setor cresceu segmentado, sem a integração e as políticas necessárias para organizá-lo como sistema que incentive eficiência e geração de valor para o cidadão.
  • O debate frequentemente se concentra em custos, preços, financiamento e faturamento, em detrimento da qualidade, segurança e experiência do cuidado.
  • Insegurança jurídica, elevada carga tributária e excessos regulatórios sem debate e estudos prévios desestimulam investimentos e reduzem o acesso da população à saúde.
  • O sistema ainda está pouco preparado para lidar com o aumento dos custos em saúde, o envelhecimento da população e a fragilização da formação e do exercicio da profissão médica. O pais segue timido nas ações de prevenção e promoção da saude.
  • Na saúde suplementar, os desejáveis resultados positivos dos planos de saúde contrastam com a perda de rentabilidade e ameaças à sustentabilidade da maioria dos hospitais. Instituições históricas, incluindo Santas Casas e hospitais de referência, enfrentam dificuldades crescentes para manter a qualidade de seus serviços à população.

Novas Respostas são Necessárias

  • O setor privado em saúde tem um dever inicial: refundar compromissos dentre seus integrantes e estabelecer um diálogo verdadeiro, onde se reinam para falar mas também para ouvir e pactuar por um sistema suplementar que seja sustentável para todos: indústria de insumos e tecnologias, profissionais de saúde, prestadores hospitalares e diagnósticos, operadoras de planos de saúde, cooperativas, empresas e pacientes, com Instâncias permanentes de articulação, auto regulação e construção conjunta de soluções para o setor. A começar por um projeto para chegarmos a 70 milhões de beneficiários em poucos anos.
  • Cabe à saúde suplementar ser protagonista na defesa de politicas que integrem o público e o privado; promovam inovação, pesquisa clínica, produtividade, sustentabilidade; e a geração de valor em saúde, com base em práticas assistenciais custo-efetivas e orientadas por desfechos. O Pais exige novas respostas para desafios já antigos como o envelhecimento populacional e a busca de novos modelos assis-tenciais. Enfim, regras modernizadas diante das necessidades atuais, mas, como dito por nossos fundadores, firmadas nos valores da qualidade e da ética.
  • O crescimento do setor tem como premissas priorizar a autorregulação, estabilidade regulatória, previsibilidade jurídica, respeito aos contratos e aos prazos para pagamentos e um ambiente tributário que favoreça investimentos e acesso à saúde.
  • Passo indispensável nesta agenda para o futuro é resolvermos nosso atraso na integração e interoperabilidade de dados e na aplicação criteriosa e oportuna da inteligência Artificial.

O papel dos hospitais

  • Hospitais ocupam posição central no sistema de saúde, conectando pacientes, profissionais, fontes pagadoras, fornecedores e financiadores, além de atuarem como polos de geração de conhecimento, formação de profissionais, pesquisa clinica e inovação no pais.
  • O volume e a qualidade assistencial dependem, porém, de condições institucionais e económicas que permitam oferecer cuidado seguro, eficiente e resolutivo
  • E essencial, por isso, substituir relações baseadas em tensões comerciais por confiança, previsibilidade e compromissos de longo prazo entre os diferentes elos da cadeia

Compromissos da Anahp

  • Atuar em favor do fortalecimento do sistema de saúde brasileiro e da maior integração entre os setores público e privado, promovendo ambientes estruturados de dialogo com as autoridades brasileiras, os profissionais de saúde, os pacientes.
  • Manter o diálogo permanente entre os diferentes atores da saude suplementar, buscando soluções equilibradas e sustentáveis para o setor, com relações mais previsiveis e baseadas em valor entre prestadores e financiadores e fontes pagadoras.
  • Defender condições adequadas de remuneração e sustentabilidade para os prestadores de serviços de saúde, contribuindo para o aprimoramento do ambiente regulatório, tributário e de financiamento do setor.
  • Estimular os hospitais a avançar em qualidade assistencial, eficiência na gestão, combate ao desperdicio e à fraude, e melhoria da experiência do paciente.
  • Apoiar o desenvolvimento de competências em gestão em saúde, por meio de parcerias com instituições de ensino e formação de profissionais preparados para os desafios do setor.
  • Incentivar práticas alinhadas aos principios ESG, promovendo sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e governança nas instituições de saúde

Por Paraíba Master com informações da assessoria

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