Poupança registra segundo mês de entradas em 2025, com saldo positivo de R$ 2,1 bilhões em junho

Marcello Casal JrAgência Brasil
Brasília – A caderneta de poupança teve, pelo segundo mês consecutivo, mais depósitos do que saques em junho. De acordo com o Banco Central, o saldo líquido foi de R$ 2,1 bilhões, conforme divulgou relatório nesta segunda-feira (7) e reproduzido pela Agência Brasil.
No mês, os depósitos somaram R$ 365,7 bilhões, enquanto os saques alcançaram R$ 363,5 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas totalizaram R$ 6,4 bilhões, com o patrimônio total da poupança permanecendo ligeiramente acima de R$ 1 trilhão.
Esse movimento positivo marca uma virada após quatro meses seguidos de retiradas superiores aos depósitos no início de 2025. No acumulado do ano, a poupança ainda registra um resgate líquido de R$ 49,6 bilhões.
Juros elevados influenciam saques
A redução da vantagem relativa da poupança frente a outras aplicações de renda fixa está ligada ao ritmo elevado dos juros: a taxa básica, Selic, foi elevada pela sétima vez seguida, alcançando 15% ao ano — o mais alto desde outubro de 2016 Esse patamar torna investimentos de renda fixa mais atrativos, impactando os fluxos na poupança.
Embora o Comitê de Política Monetária (Copom) tenha sinalizado que deve manter a Selic nos atuais 15% até que os efeitos dessa alta sejam observados, o banco central também deixou em aberto a possibilidade de novos aumentos, caso a inflação extrapole as metas.
Cenário histórico e perspectivas
Nos últimos anos, a poupança enfrentou sucessivos saques. Em 2023, houve retirada líquida de R$ 87,8 bilhões, e em 2024 esse montante foi de R$ 15,5 bilhões.
Para o restante de 2025, o mercado financeiro projeta que a Selic permanecerá estagnada em 15% ano, mantendo forte pressão sobre o desempenho da poupança.
Por Paraíba Master