Juíza aponta falhas no acolhimento de homem morto por leoa e diz que tratamento psiquiátrico não foi garantido
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A juíza Conceição Marsicano, titular da 2ª Vara de Garantias, afirmou nesta segunda-feira (1º), em entrevista que determinou atendimento psiquiátrico para Gerson Melo Machado, morto após invadir o recinto dos leões no Parque Arruda Câmara, mas ressaltou que “faltou acolhimento” no processo.
Segundo a magistrada, Gerson — que respondia por furto e esteve preso no Presídio do Róger — deveria ter passado por avaliação psicossocial e recebido acolhimento psicológico, etapas que não foram cumpridas adequadamente. Ao perceber omissões do poder público, ela disse ter expedido novas decisões para garantir o tratamento.
Marsicano relatou dificuldades em obter laudos e vagas em unidades terapêuticas, além de falhas no encaminhamento do jovem para o CAPS AD, que, segundo ela, deveria tê-lo recebido em caráter excepcional. A juíza também afirmou que buscou esclarecimentos junto às secretarias de saúde do estado e do município, mas não obteve respostas satisfatórias.
Por Paraíba Master