Lula sinaliza à Câmara e ao União Brasil com troca no Turismo
Foto: Sérgio Lima
A demissão de Celso Sabino do Ministério do Turismo, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é vista como um gesto político direcionado ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ao União Brasil. A avaliação é da analista de política Isabel Mega.
Segundo ela, a saída de Sabino atendeu a uma demanda da ala governista do União Brasil, onde o ex-ministro já não tinha respaldo político e havia sido expulso do partido. Para o lugar, ganha força o nome de Gustavo Feliciano, ex-secretário de Turismo da Paraíba e ligado ao grupo político de Hugo Motta.
A mudança também faz parte da estratégia de Lula para reforçar alianças visando as eleições de 2026. Motta e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, foram avisados previamente. Feliciano, hoje sem filiação partidária, teria como trunfo evitar conflitos internos semelhantes aos que levaram à queda de Sabino.
Fora do ministério, Celso Sabino articula uma candidatura ao Senado com apoio de Lula, mas enfrenta resistência no Pará, onde a família Barbalho disputa espaço político.
Por Paraíba Master