4 de outubro de 2026
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Moraes teria procurado presidente do Banco Central para tratar de negociação envolvendo o Banco Master, aponta coluna

 Moraes teria procurado presidente do Banco Central para tratar de negociação envolvendo o Banco Master, aponta coluna

Foto: Reptodução

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes manteve ao menos quatro contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir a situação do Banco Master antes de o caso chegar formalmente ao Judiciário. A informação foi divulgada pela colunista Malu Gasparo.

Conforme a apuração, três das conversas teriam ocorrido por telefone, além de um encontro presencial. Os diálogos aconteceram em um período em que o assunto ainda não estava sob análise do STF, o que só ocorreu posteriormente, após o envio de uma ação à Corte pelo ministro Dias Toffoli.

Segundo a reportagem, Moraes teria defendido junto a Galípolo a aprovação de uma negociação que previa a venda do Banco Master ao BRB, o Banco de Brasília, que demonstrava interesse na aquisição naquele momento.

Ainda conforme o relato, o presidente do Banco Central informou ao ministro que equipes técnicas da autarquia haviam identificado indícios de irregularidades na transferência de aproximadamente R$ 12 bilhões em créditos do Banco Master para o BRB. Esses elementos, segundo o BC, inviabilizariam a autorização da operação.

Fontes ouvidas pela jornalista afirmam que, diante desse cenário, Moraes teria admitido que, caso as suspeitas fossem confirmadas, não haveria possibilidade de aval para o negócio. A colunista diz ter confirmado o conteúdo das conversas com seis fontes distintas: uma delas teria ouvido o relato diretamente do ministro, enquanto as demais obtiveram as informações com integrantes do Banco Central.

A publicação também chama atenção para um possível conflito de interesses. O escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, mantinha contrato com o Banco Master que previa o pagamento mensal de R$ 3,6 milhões, com vigência de três anos a partir de janeiro de 2024. O valor total do contrato seria de cerca de R$ 130 milhões.

Com a posterior liquidação do Banco Master pelo Banco Central, os pagamentos previstos no contrato teriam sido interrompidos.

Segundo o blog, o fato de os contatos entre Moraes e Galípolo terem ocorrido antes de qualquer atuação formal do STF no caso amplia a repercussão política e institucional das informações reveladas.

Por Paraíba Master

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