27 de setembro de 2026
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Chefão do União Brasil estava esperando ganhar bilhões de reais com a venda do banco master, Entenda

 Chefão do União Brasil estava esperando ganhar bilhões de reais com a venda do banco master, Entenda
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Antônio Rueda, presidente do União Brasil, declarou a vários interlocutores que lucraria bilhões com a venda do Banco Master ao BRB. Por meio de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, Daniel Vorcaro teve a oportunidade de conhecer Rueda.

Comandando o União Brasil, o terceiro maior partido político do país, Rueda está sob o olhar do Palácio do Planalto e da Polícia Federal.

O presidente Lula já deixou claro em público que não aprecia o dirigente por ter orquestrado a queda de seu padrinho político, o deputado Luciano Bivar (PE).

Assim como Vorcaro, o enriquecimento súbito de Rueda e a exibição de riqueza por meio de festas, mansões e bens luxuosos despertam interesse no cenário político. A comemoração de seu cinquentenário, realizada em agosto do ano passado na ilha de Mykonos, na Grécia, atraiu uma multidão de políticos, empresários e músicos renomados durante quatro dias.

Mensagens divulgadas por O Globo indicam que o ex-presidente do BRB informou a Vorcaro sobre uma reunião com Rueda, passando a mensagem de que o líder desejava encontrá-lo.

Simultaneamente à intermediação da venda do banco, Rueda trabalhou para que os recursos do Fundo de Previdência do Rio fossem investidos no Master.

Rueda, Ciro e Alcolumbre, os alvos do governo:

 Lula foi incentivado a criticar Vorcaro e o caso Master depois de ouvir de petistas baianos que o partido não seria envolvido no escândalo. Essa conversa garantiu que as investigações atingiriam Rueda, o líder do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil) — um trio que apoiaria a candidatura do adversário de Lula à presidência nas eleições deste ano. União Brasil e PP, juntos, detêm a maior força partidária do Brasil.

Dos três, somente Ciro Nogueira conseguiu escapar da mira devido às suas excelentes relações com a liderança do PT, Rueda, Ciro e Alcolumbre compartilhavam a participação nas festinhas organizadas por Vorcaro. A cena de Alcolumbre dançando é contada por todos os políticos em Brasília.

A meia volta volver do governo

No entanto, as investigações progrediram a ponto de envolver o núcleo petista. Conforme divulgado pelo Metrópoles, o Master contratou Ricardo Lewandowski e Guido Mantega. Duas pessoas próximas a Lula.

Lewandowski, ex-ministro do Supremo, continuou recebendo salários de Vorcaro durante seu período como ministro da Justiça no governo Lula, com um pagamento mensal de R$ 250 mil. Por outro lado, Mantega tinha um contrato de R$ 1 milhão mensal. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi quem fez o pedido de emprego.

Além disso, o Metrópoles informou que a nora de Wagner constava na folha de pagamento do Master. Como florista, ela recebia milhões por meio de uma empresa registrada em seu nome, a BK Financeira. O contrato foi firmado no ano em que ela se tornou sócia da empresa, 2022.

As relações financeiras do ministro do Supremo, Dias Toffoli, com o Master também foram incluídas na conta do governo.

Pesquisas realizadas pelo Planalto mostram que Toffoli, indicado por Lula, tem sua imagem vinculada ao PT. A divulgação de que o ministro recebeu milhões de Daniel Vorcaro, supostamente pela negociação de cotas do resort Tayayá, mergulhou o governo em uma crise e afetou a candidatura de Lula à reeleição. O ministro se afunda cada vez mais, e o presidente acaba sendo arrastado para o centro do escândalo.

Por Paraíba Master

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