2 de outubro de 2026
Abrir Player em Nova Janela

MP Eleitoral recomenda que governo da Paraíba reduza contratações temporárias no estado

 MP Eleitoral recomenda que governo da Paraíba reduza contratações temporárias no estado

Foto: Reprodução

#Compartilhe

O Ministério Público Eleitoral encaminhou recomendação ao governo da Paraíba para que adote medidas imediatas visando reduzir o número de contratações temporárias no serviço público estadual. A orientação tem como base relatórios técnicos recentes que apontam crescimento contínuo desses vínculos precários, que passaram de 56,33% em 2020 para 79,98% no início deste ano eleitoral.

De acordo com o documento, o índice atual ultrapassa significativamente o teto de 30% estabelecido pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE/PB) para contratações temporárias em relação ao número de servidores efetivos. Diante disso, o Ministério Público orienta que o percentual registrado em janeiro de 2026 (79,98%) seja tratado como limite máximo intransponível ao longo deste ano.

O órgão também alerta que a manutenção de um elevado contingente de servidores temporários — cujos contratos dependem de renovações discricionárias — pode abrir margem para o uso indevido da máquina pública durante as eleições. Segundo o MP Eleitoral, esse cenário configura um desvirtuamento da regra constitucional que prevê o concurso público como principal forma de ingresso no serviço público.

Além da limitação do percentual, a recomendação estabelece outras medidas a serem adotadas pelo governo estadual. Entre elas estão a redução progressiva do número de temporários ainda em 2026, a criação de uma comissão interinstitucional para planejamento e organização dos quadros de pessoal, e a apresentação, em até 90 dias, de um cronograma estruturado para a realização de novos concursos públicos e recomposição do quadro efetivo.

O documento também determina que novas contratações temporárias, quando estritamente necessárias, devem ocorrer por meio de processos seletivos públicos, objetivos e transparentes. O Ministério Público adverte que a omissão diante dessas irregularidades pode ser caracterizada como abuso de poder político, conduta vedada e até crime eleitoral, sujeitando os responsáveis a ações de investigação judicial eleitoral e processos por improbidade administrativa.

A recomendação tem caráter preventivo e pedagógico, com o objetivo de garantir a normalidade e a legitimidade das Eleições 2026. A medida é resultado do Acordo de Cooperação Técnica nº 5/2025, firmado entre o TCE/PB, o Ministério Público da Paraíba, a Procuradoria Regional do Trabalho da 13ª Região e a Procuradoria Regional Eleitoral, que prevê atuação conjunta na fiscalização das contratações temporárias.

Por fim, o MP Eleitoral também reforçou, em recomendação anterior divulgada no fim de março, a proibição do uso de fardas, uniformes, insígnias, viaturas ou quaisquer símbolos institucionais por agentes públicos, integrantes das forças de segurança, pré-candidatos, candidatos e partidos políticos em manifestações ou publicações de caráter político-eleitoral no estado.

Por Paraíba Master

Relacionados