30 de setembro de 2026
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Malas fora do raio-X em voo com Ciro Nogueira e Hugo Motta viram alvo de investigação da PF

 Malas fora do raio-X em voo com Ciro Nogueira e Hugo Motta viram alvo de investigação da PF
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A Polícia Federal abriu investigação para apurar a entrada de bagagens no Brasil sem fiscalização em um voo internacional que transportava o senador Ciro Nogueira e o deputado federal Hugo Motta. O caso ocorreu após uma viagem à ilha de São Martinho, no Caribe, destino conhecido por vantagens fiscais, de onde partiu a aeronave que pousou no Aeroporto Executivo Catarina, em São Paulo.

De acordo com as apurações, pelo menos cinco malas teriam sido retiradas do avião e liberadas sem passar pelo raio-X, procedimento obrigatório de fiscalização aduaneira. Há indícios de que os volumes foram inseridos no país fora do fluxo padrão, após autorização de um auditor fiscal da Receita Federal, o que levanta suspeitas de irregularidade no controle de entrada de mercadorias.

A Polícia Federal investiga se houve facilitação indevida para a liberação das bagagens, o que pode configurar crimes como descaminho, contrabando e prevaricação. Até o momento, não há confirmação sobre a propriedade das malas nem sobre o conteúdo transportado, ponto considerado central para o avanço das investigações.

Além de Ciro Nogueira e Hugo Motta, o voo também teria transportado outros parlamentares, como Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões, e a apuração busca esclarecer se houve conhecimento ou participação de passageiros na eventual irregularidade. Segundo informações iniciais, as bagagens dos políticos teriam passado normalmente pelos procedimentos de inspeção.

O deputado Hugo Motta afirmou, em nota, que “cumpriu todos os protocolos e determinações estabelecidas na legislação aduaneira” durante o desembarque do voo investigado. Ele também declarou que vai aguardar a manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o caso.

Como o caso envolve autoridades com foro privilegiado, o processo foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes solicitou que a Procuradoria-Geral da República avalie os elementos já reunidos e se manifeste sobre a continuidade da investigação.

Os citados afirmam que seguiram todos os protocolos legais durante o desembarque, enquanto a Receita Federal informou que eventuais apurações internas são tratadas sob sigilo. A investigação segue em andamento e deve aprofundar a apuração sobre possíveis falhas ou irregularidades no sistema de fiscalização aduaneira brasileira.

Por Paraíba Master 

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