Dólar se aproxima dos R$4,90 e em queda livre chega a patamares de 27 meses atrás; Entenda
- 5 de maio de 2026
O dólar registrou nova queda nesta terça-feira (5) e encerrou o dia cotado a R$ 4,91, atingindo o menor patamar desde janeiro de 2024. O recuo, de aproximadamente 1,1%, reforça um movimento de desvalorização da moeda norte-americana frente ao real que vem se consolidando nas últimas semanas, em meio a um cenário econômico mais favorável ao Brasil e a outros mercados emergentes.
A baixa da moeda foi influenciada principalmente pelo aumento do fluxo de capital estrangeiro no país. Investidores internacionais têm direcionado recursos para o Brasil em busca de melhores retornos, impulsionados pela taxa de juros ainda elevada. Esse diferencial de juros, em comparação com economias desenvolvidas, torna o mercado brasileiro mais atrativo, fortalecendo o real.
Além disso, a entrada de dólares via exportações também contribuiu para pressionar a cotação para baixo. O bom desempenho de setores como agronegócio e commodities mantém um fluxo constante de moeda estrangeira no país, aumentando a oferta de dólares no mercado interno.
No cenário internacional, o ambiente também colaborou para a queda da moeda americana. Mesmo diante de tensões geopolíticas, investidores demonstraram maior apetite por risco, o que favorece economias emergentes. Ao mesmo tempo, sinais de possível desaceleração da economia dos Estados Unidos e expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve também influenciaram o comportamento do dólar globalmente.
Outro fator relevante é a percepção de maior estabilidade fiscal e política no Brasil, que contribui para aumentar a confiança dos investidores. Esse conjunto de elementos — juros elevados, fluxo externo positivo, desempenho das exportações e cenário internacional mais benigno — cria um ambiente propício para a valorização do real.
Com o resultado desta terça-feira, o dólar acumula queda no ano, refletindo uma tendência de enfraquecimento diante da moeda brasileira. Especialistas avaliam que, caso esse cenário se mantenha, a cotação pode continuar em níveis mais baixos no curto prazo, embora siga sujeita à volatilidade típica do mercado cambial, especialmente diante de eventos externos e decisões de política econômica.