1 de outubro de 2026
Abrir Player em Nova Janela

Cineclube da FCJA exibe ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ com debate sobre clássico de Emily Brontë

 Cineclube da FCJA exibe ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ com debate sobre clássico de Emily Brontë

Foto: Divulgação

#Compartilhe

O Cineclube O Homem de Areia, da Fundação Casa de José Américo (FCJA), exibe nesta quarta-feira (13), às 19h, o filme inglês ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ (1992), no Sesc Cabo Branco, na orla da capital paraibana. O comentário da obra será do crítico de cinema Andrès von Dessauer, seguido de debate com a plateia. A exibição gratuita é em sessão única.

Tradicionalmente, as exibições do Cineclube da FCJA ocorrem sempre às primeiras quartas-feiras de cada mês. Neste mês de maio, a mudança de data, provocando o adiamento do evento, é em virtude do espaço do Sesc Cabo Branco, onde temporariamente ocorrem as sessões, sediar outras atividades da entidade.

Segundo Andrès, a versão de 1992 de ‘O Morro dos Ventos Uivantes’, com duração de uma hora e 45 minutos, com classificação de 14 anos, trata-se de um “dos mais aclamados romances da literatura ocidental”, baseado na obra da escritora Emily Brontë (‘Wuthering Hights’, 1846). Dirigido por Peter Kosminsky, o filme traz no elenco Juliette Binoche, Ralph Fiennes e Sophie Ward.

Andrès antecipa que o romance, intenso e complexo, ganhou fama por mostrar o lado sombrio de um relacionamento obsessivo e destrutivo; ou seja, segundo ele, nada romântico, como a literatura clássica tratava o amor. “No centro, a relação entre Catherine Earnshaw e o órfão Heathcliff, que foi adotado pela família burguesa dela”, adianta Andrès.

“Os dois crescem juntos e criam um vínculo forte, marcado por diferenças sociais e uma obsessão visceral. Para garantir o seu status na sociedade, Catherine decide se casar com um dos seus vizinhos, Edgar Linton. Heathcliff sentindo-se traído, desaparece por muito tempo. Quando regressa, ele é rico e decide se vingar das pessoas que o trataram mal e começa manipular e destruir duas famílias”. O crítico informa ainda que o livro e o filme de 1992 retratam duas gerações e, portanto, este do diretor Kosminsky foi considerado mais fiel à obra literária das oito versões cinematográficas até hoje.

Está previsto para julho o retorno das exibições do Cineclube ao auditório da Fundação Casa de José Américo, que passa por reformas.

Paraíba Master com informações do Governo da Paraíba

Relacionados