Governo Lula rebate EUA após facções brasileiras serem classificadas como terroristas
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o governo brasileiro pretende combater o crime organizado internamente e que não aceitará qualquer tipo de intervenção internacional no país. A declaração ocorre após os Estados Unidos anunciarem a intenção de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas estrangeiras.
A medida, divulgada nesta quinta-feira (28), busca enquadrar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de grupos terroristas.
Durante discurso, Lula criticou a postura norte-americana e afirmou que o Brasil não pode ser tratado como uma “republiqueta” e muito menos aceitar ações externas sobre questões de segurança pública nacional.
O Palácio do Planalto classificou como “deplorável” a declaração feita pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
“Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, afirmou o presidente.
Lula destacou ainda que o Congresso Nacional aprovou leis para endurecer o combate às facções criminosas e reforçou que o governo brasileiro continuará enfrentando o crime organizado sem interferência estrangeira.
“Nós aprovamos uma Lei Antifacção, e aprovamos a lei para combater o crime organizado, e vamos combater. Eles não são os terroristas que o Trump quer. O Trump quer o Osama Bin Laden… e nós queremos os terroristas brasileiros que estão lá”, declarou o petista.
Por Paraíba Master