4 de outubro de 2026
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Investigação apura possível uso indireto de dinheiro público da Prefeitura de São Paulo em filme sobre Bolsonaro

 Investigação apura possível uso indireto de dinheiro público da Prefeitura de São Paulo em filme sobre Bolsonaro

Foto: Reprodução

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A Polícia Civil de São Paulo investiga se recursos públicos repassados pela Prefeitura da capital paulista podem ter sido utilizados de forma indireta na produção do filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração faz parte da chamada Operação Wi-Fi, deflagrada nesta segunda-feira (1º), que mira contratos firmados entre a administração municipal e o Instituto Conhecer Brasil (ICB).

As investigações têm como foco a empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pelo ICB e também ligada à produtora Go Up Entertainment, empresa encarregada da realização do longa-metragem. Segundo a Polícia Civil, há indícios de possível confusão patrimonial entre as empresas administradas pela empresária, o que levou a Justiça a autorizar buscas e apreensões em diferentes endereços relacionados ao grupo.

O principal contrato sob análise envolve a implantação e manutenção de pontos de internet gratuita em comunidades da cidade de São Paulo. De acordo com as autoridades, o acordo movimentou mais de R$ 100 milhões e já vinha sendo alvo de questionamentos sobre sua execução e prestação de contas.

Documentos da investigação apontam que a produção de Dark Horse teria começado no mesmo período em que o Instituto Conhecer Brasil recebia repasses milionários vinculados ao programa municipal. O filme, cujo orçamento estimado varia entre R$ 8 milhões e R$ 20 milhões, passou a integrar uma das linhas de apuração da Polícia Civil. Os investigadores buscam esclarecer se houve eventual desvio de finalidade ou utilização indireta de verbas públicas na produção audiovisual.

Apesar das suspeitas, não há até o momento conclusão oficial de que recursos públicos tenham sido empregados no filme. A investigação segue em andamento e envolve análise de movimentações financeiras, documentos contábeis e possíveis conexões entre as empresas controladas por Karina Ferreira da Gama.

Em nota, a gestão do prefeito Ricardo Nunes afirmou colaborar com as investigações e negou irregularidades na contratação do Instituto Conhecer Brasil. A administração municipal sustenta que o processo seguiu os critérios legais e que toda a documentação solicitada foi disponibilizada aos órgãos responsáveis.

A polêmica envolvendo Dark Horse ocorre em meio a outras controvérsias relacionadas ao projeto. Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, encaminhou à Procuradoria-Geral da República um pedido para investigar a origem de recursos destinados ao filme, após questionamentos apresentados por parlamentares sobre o financiamento da produção.

Por Paraíba Master

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