MP Eleitoral aciona Wesley Safadão, Efraim Filho e Bruno Cunha Lima por suposta propaganda antecipada no São João de Campina Grande
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O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou uma representação na Justiça Eleitoral contra o senador Efraim Filho (PL), o cantor Wesley Safadão e o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), por suposta prática de propaganda eleitoral antecipada durante os festejos juninos realizados no Parque do Povo.
De acordo com a ação, o episódio ocorreu durante um show realizado no último dia 5 de junho. Segundo o Ministério Público, Wesley Safadão teria utilizado no palco o gesto conhecido como “foguete”, símbolo frequentemente associado à trajetória política de Efraim Filho. Além do gesto, o cantor também teria feito referências verbais ao símbolo diante do público presente.
Ainda conforme a representação, Efraim Filho, que acompanhava o evento, respondeu ao gesto utilizando a mesma simbologia e posteriormente compartilhou imagens do momento em suas redes sociais. Para o órgão ministerial, o caso não pode ser analisado de forma isolada, já que o “foguete” é amplamente reconhecido como elemento ligado à identidade política do senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba.
O Ministério Público argumenta que a utilização do símbolo em um evento de grande alcance popular teria potencial para promover a imagem do parlamentar antes do período permitido pela legislação eleitoral. O órgão também destaca que o São João de Campina Grande recebe investimentos e apoio de recursos públicos, o que exige observância rigorosa dos princípios da impessoalidade e da neutralidade administrativa.
Na ação, o MPE solicita a remoção imediata dos conteúdos relacionados ao episódio das plataformas digitais, além da proibição do uso de estruturas financiadas pelo poder público para promover eventuais pré-candidaturas.
O Ministério Público também pediu a aplicação de multa de R$ 25 mil para cada um dos representados por suposta propaganda eleitoral antecipada. No caso de Efraim Filho e Bruno Cunha Lima, foram requeridas ainda penalidades relacionadas à possível prática de conduta vedada a agentes públicos.
A representação ressalta que a repetição de situações semelhantes poderá motivar investigações mais amplas sobre eventual abuso de poder político e econômico, com as consequências previstas na legislação eleitoral.
Por Paraíba Master