1 de outubro de 2026
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Escalada no Oriente Médio: EUA e Irã trocam ataques e tensão ameaça cessar-fogo

 Escalada no Oriente Médio: EUA e Irã trocam ataques e tensão ameaça cessar-fogo

Foto: Reprodução

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Os Estados Unidos e o Irã protagonizaram pelo segundo dia consecutivo uma série de ataques mútuos no Oriente Médio, colocando em risco o frágil cessar-fogo firmado entre os países em abril.

O episódio mais recente começou após o presidente americano, Donald Trump, declarar que Teerã seria atingida “com força” por demorar na negociação de um acordo de paz. Em resposta, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou ter realizado operações de “autodefesa” contra alvos iranianos, alegando reagir à “agressão injustificada e contínua” do país.

Horas depois, bases americanas no Bahrein e no Kuwait foram atingidas por mísseis iranianos. No Kuwait, sistemas de defesa antiaérea interceptaram “alvos hostis”, enquanto o Bahrein registrou danos a casas e veículos, além de um ferimento leve em uma criança de 11 anos. Segundo a mídia estatal iraniana, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) também atacou um centro de comando dos EUA na Jordânia, destruindo supostamente caças e instalações militares.

O conflito se estendeu ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. O Irã anunciou o fechamento do estreito e ataques a navios petroleiros, embora o Centcom afirme que a navegação comercial continua. Em consequência, o preço do petróleo Brent ultrapassou os US$ 95 o barril, após alta de cerca de 2%.

A escalada ocorre em um contexto de impasse diplomático entre Washington e Teerã. Apesar do cessar-fogo firmado em abril, confrontos esporádicos têm sido registrados desde então. Especialistas apontam que a falta de confiança mútua e as divergências sobre o programa nuclear iraniano dificultam negociações e aumentam o risco de um conflito mais amplo.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para a gravidade da situação. Segundo ele, o Oriente Médio enfrenta uma “crise crescente” e os recentes ataques indicam que o cessar-fogo vigente é, na prática, apenas um “quase cessar-fogo”. Guterres reforçou a necessidade de retomar o diálogo diplomático e evitar novas hostilidades.

Por Paraíba Master

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