28 de setembro de 2026
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Nome de Cláudio Castro aparece em lista apreendida com bicheiro Adilsinho; PF investiga possível caixa dois

 Nome de Cláudio Castro aparece em lista apreendida com bicheiro Adilsinho; PF investiga possível caixa dois

Foto: Reprodução

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O nome do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), aparece em uma lista apreendida pela Polícia Federal com o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho (Adilsinho). O documento foi encontrado durante as investigações da quinta fase da Operação Unha e Carne e reúne anotações que, segundo a PF, podem indicar pagamentos indevidos, doações eleitorais e uma contabilidade paralela ligada à lavagem de dinheiro.

De acordo com os investigadores, os nomes de Cláudio Castro e de outros políticos fluminenses aparecem associados a valores financeiros. A principal linha de investigação, neste momento, é apurar se os registros podem estar relacionados a um possível esquema de caixa dois eleitoral. A Polícia Federal ressalta, porém, que as apurações ainda estão em andamento e que o significado das anotações será analisado durante o inquérito.

A nova fase da Operação Unha e Carne teve origem na análise de planilhas encontradas em poder de Adilsinho. Segundo a PF, os documentos apresentam registros de supostos pagamentos, doações eleitorais e movimentações financeiras que podem ter sido utilizadas para ocultar recursos de origem ilícita. As listas também apontariam possíveis repasses a agentes públicos do Estado do Rio de Janeiro, hipótese que passou a integrar as principais frentes da investigação.

Além de Adilsinho, a operação também teve como alvos outras pessoas investigadas por suspeitas de participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho e ao comércio ilegal de cigarros. O ministro Alexandre de Moraes autorizou novas medidas cautelares, incluindo mandados de prisão, buscas e apreensões e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 milhões.

Até a publicação das informações, Cláudio Castro ainda não havia se manifestado sobre a inclusão de seu nome nas planilhas apreendidas. A defesa de Adilsinho também não havia apresentado posicionamento. A mera citação do nome de uma pessoa nos documentos investigados não configura, por si só, prova de crime ou responsabilização, cabendo à investigação esclarecer o contexto e a eventual existência de irregularidades.

Por Paraíba Master

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