1 de outubro de 2026
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Direita disputa espaço interno e chega dividida às eleições de 2026

 Direita disputa espaço interno e chega dividida às eleições de 2026

Foto: Reprodução

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Com parte das convenções partidárias já concluídas, o cenário das eleições presidenciais de 2026 começa a tomar forma. A direita chega ao pleito dividida, com pelo menos duas candidaturas formadas por apenas um partido.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como o principal nome da oposição nas pesquisas, foi oficializado como candidato à Presidência, mas ainda não anunciou seu vice. A expectativa do Partido Liberal é de que a composição seja feita com um integrante da própria legenda. Situação semelhante ocorre com o ex-governador Romeu Zema (Novo), que também deve disputar a eleição por uma chapa exclusivamente partidária.

Enquanto isso, PP e União Brasil, legendas de destaque no Centrão, anunciaram que permanecerão neutras durante o primeiro turno da disputa.

A convenção do PL chamou atenção pelo uso de Inteligência Artificial para reproduzir a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro em um vídeo direcionado aos apoiadores. O material passou a ser questionado por possíveis irregularidades relacionadas às normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o uso de IA em campanhas.

Em entrevista ao programa Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o cientista político Rudá Ricci afirmou que a divisão da direita pode favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aparece próximo de uma vitória ainda no primeiro turno, segundo pesquisas recentes.

De acordo com Ricci, levantamentos do Datafolha e da Quaest mostram Lula com índices elevados de votos válidos, enquanto a direita disputa espaço entre diferentes candidaturas. Para ele, o eleitorado do presidente demonstra maior fidelidade em comparação aos demais candidatos.

O especialista também avalia que a neutralidade do Centrão pode beneficiar Lula. Segundo sua análise, apesar da proximidade de parte das lideranças com a direita, a base dos partidos tende a agir de forma pragmática diante do cenário eleitoral.

Ricci ainda destaca que a ausência de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, alterou a dinâmica do campo conservador. Na avaliação do cientista político, a disputa atual também representa uma corrida pela liderança da direita para os próximos anos, abrindo espaço para nomes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos.

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