3 de outubro de 2026
Abrir Player em Nova Janela

Principais chapas majoritárias da Paraíba transformam eleições em verdadeiros arranjos familiares

 Principais chapas majoritárias da Paraíba transformam eleições em verdadeiros arranjos familiares

Foto: Reprodução

#Compartilhe

Com a definição das chapas de Lucas Ribeiro (PP) e do ex-governador João Azevêdo (PSB), a Paraíba chega a seis candidaturas majoritárias na disputa pelo Governo do Estado e pelo Senado. Entre os grupos que concentram maior estrutura estão os liderados por Cícero Lucena (MDB), Efraim Filho (PL) e Lucas Ribeiro (PP).

Um ponto em comum entre essas três chapas é a presença de familiares de políticos tradicionais em candidaturas para o Executivo e o Legislativo. O cenário reacende o debate sobre o chamado “familismo” na política paraibana.

Na chapa de Cícero Lucena, a filha do candidato, Janine Lucena, disputa a primeira suplência de Veneziano Vital (MDB). O grupo também reúne outros nomes ligados por relações familiares a políticos com atuação no Estado.

No grupo de Efraim Filho, Carol Morais, esposa do senador, ocupa a segunda suplência de Marcelo Queiroga (PL). A vice de Efraim será Nayanna Pontes, esposa do deputado federal Cabo Gilberto. O irmão do senador, George Morais, também disputa uma vaga para o Congresso.

Na chapa governista, Daniella Ribeiro, mãe de Lucas Ribeiro, será primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). A vice de Lucas será Lígia Feliciano, esposa do deputado federal Damião Feliciano. Outros integrantes do grupo também têm parentesco com políticos em disputa.

A presença de familiares, por si só, não significa falta de qualificação para o exercício dos cargos. Em muitos casos, os candidatos possuem trajetória própria na vida pública ou profissional. O fenômeno, porém, chama atenção pelo peso que as relações familiares continuam tendo na formação das chapas e na distribuição de espaços de poder.

O cenário paraibano também reflete uma prática observada em outras regiões do país: a construção de grupos políticos a partir da continuidade de trajetórias familiares. O debate sobre o familismo envolve, portanto, questões como renovação política, alternância de poder e abertura de espaço para novos nomes.

Por Paraíba Master

Relacionados