Greve paralisa funcionários da Caixa e do Banco do Brasil a partir desta quinta-feira (10)
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Paralisação na Caixa terá alcance nacional, enquanto movimento no Banco do Brasil ocorre somente em regiões que rejeitaram o acordo coletivo
Funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil iniciam, nesta quinta-feira (10), uma greve por tempo indeterminado. Os movimentos, porém, têm características diferentes em cada instituição.
Na Caixa, a paralisação foi aprovada em âmbito nacional após os empregados rejeitarem a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No Banco do Brasil, o movimento será parcial e ficará restrito às bases sindicais que não aprovaram o acordo negociado para a categoria.
Paralisação na Caixa
Na Caixa, a decisão pela greve foi tomada após assembleias realizadas pelos trabalhadores. Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a paralisação foi aprovada em votação encerrada no dia 4 de agosto. Segundo a entidade, o movimento terá abrangência nacional.
O banco havia apresentado uma proposta para renovar o ACT específico dos empregados. Na terça-feira (8), a Caixa encaminhou um ofício à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), entidade que representa os funcionários nas negociações específicas, para convocar uma nova rodada de conversas.
A negociação do ACT da Caixa é independente da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que estabelece as regras gerais para os trabalhadores do setor bancário.
Greve no Banco do Brasil será parcial
No Banco do Brasil, a paralisação não ocorrerá em todo o país. O movimento foi aprovado somente nas bases sindicais que rejeitaram a proposta apresentada durante as negociações.
De acordo com as informações divulgadas sobre o acordo, cerca de 60 entidades sindicais não aprovaram a proposta. Entre as localidades que ficaram de fora da aprovação estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.
A nova Convenção Coletiva de Trabalho foi assinada na quarta-feira (9), em São Paulo, pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e representantes dos trabalhadores.
O Banco do Brasil participa da mesa nacional coordenada pela Fenaban, responsável pelas negociações de temas gerais da categoria, como os índices de reajuste. Paralelamente, a instituição mantém negociações específicas com as entidades sindicais para tratar de questões próprias de seus empregados.
O banco informou que foram realizadas várias rodadas de negociação referentes à data-base de 2026 e que a proposta resultante foi aprovada em assembleias realizadas em diferentes regiões do país.
Acordo prevê aumento real
A nova convenção coletiva estabelece reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de ganho real de 0,6% nos próximos dois anos.
O reajuste também será aplicado a benefícios e outras verbas recebidas pelos bancários, incluindo vale-alimentação, vale-refeição, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios.
Além da questão salarial, o acordo incorpora medidas relacionadas às condições de trabalho. Entre elas estão iniciativas voltadas à saúde mental, prevenção e combate ao assédio, direito à desconexão fora do expediente e maior transparência nas formas de monitoramento digital dos empregados.
A convenção também prevê um programa de qualificação e recolocação profissional. Para trabalhadores de bancos privados dispensados em razão do fechamento de agências, estão previstas mudanças nas regras de indenização.
Bancários destacam saúde mental e combate ao assédio
Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a negociação que resultou na renovação da convenção envolveu 13 rodadas de discussões ao longo de mais de dois meses.
A presidente da entidade e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, classificou o resultado das negociações como uma conquista para a categoria. Ela destacou a manutenção das cláusulas da convenção e a obtenção de aumento real para os próximos dois anos.
Entre os próximos pontos que devem entrar na pauta dos trabalhadores estão a aplicação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), o enfrentamento das metas consideradas abusivas e a busca por melhorias nas condições de saúde e bem-estar nos ambientes bancários.
Como ficam os serviços do Banco do Brasil
O Banco do Brasil informou que os clientes das regiões afetadas pela paralisação poderão recorrer aos canais digitais e remotos da instituição.
Entre as alternativas estão o aplicativo, o Internet Banking, os correspondentes bancários e a Central de Relacionamento. Também estarão disponíveis os canais de atendimento por WhatsApp e telefone.
Para capitais e regiões metropolitanas, o atendimento telefônico pode ser realizado pelo número 4004-0001. Nas demais localidades, o banco disponibiliza o 0800 729 0001. O atendimento pelo WhatsApp ocorre pelo número (61) 4001-0001.
Por Paraíba Master