3 de outubro de 2026
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Flávio Bolsonaro viajou para safári na África do Sul com advogado citado em investigação sobre fraudes no INSS

 Flávio Bolsonaro viajou para safári na África do Sul com advogado citado em investigação sobre fraudes no INSS

Foto: Reprodução

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O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou de uma viagem à África do Sul, em março de 2025, que incluiu um safári com pessoas que posteriormente passaram a ser investigadas no caso das fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo reportagem da revista piauí, fotografias da viagem foram encontradas pela Polícia Federal no celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA), apreendido no âmbito da Operação Sem Desconto. As imagens estavam em um grupo de WhatsApp chamado “África do Sul”, criado durante a viagem.

Além de Flávio e Weverton, participaram do grupo o advogado Willer Tomaz e o empresário Carlos Alberto de Sá, conhecido como Carlinhos. As respectivas esposas de alguns dos participantes também estavam no grupo. O material reunia dezenas de fotografias do safári, incluindo registros dos animais e dos integrantes da viagem.

Willer Tomaz é alvo de investigação da Polícia Federal relacionada às fraudes no INSS. Ele, porém, nega ser investigado no caso e afirma que as viagens realizadas com Flávio Bolsonaro tiveram caráter exclusivamente privado e foram custeadas com recursos próprios. A versão é contestada por fontes da PF ouvidas pela piauí.

Weverton Rocha também aparece nas investigações relacionadas ao caso. O senador afirmou que mantém uma amizade de longa data com Willer Tomaz e que as viagens realizadas entre as famílias foram de natureza privada, sem envolvimento de dinheiro ou interesses públicos.

Carlos Alberto de Sá, outro integrante da viagem, foi citado no relatório final da CPI da Covid, em 2021, que recomendou seu indiciamento por suspeitas relacionadas a contratos da empresa VTCLog com o Ministério da Saúde. O empresário afirmou que foi convidado por Willer para a viagem e que arcou com suas próprias despesas.

A viagem ocorreu em março de 2025, antes de o escândalo dos descontos indevidos em benefícios do INSS se tornar público, em abril daquele ano. A presença de Flávio Bolsonaro na viagem e no grupo de WhatsApp, portanto, não demonstra, por si só, participação do senador nas irregularidades investigadas.

Procurado pela piauí, Flávio Bolsonaro não respondeu sobre a viagem, o grupo de WhatsApp ou sua relação com Willer Tomaz, Weverton Rocha e Carlos Alberto de Sá.

Por Paraíba Master

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