1 de outubro de 2026
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Voto útil ganha espaço na reta final das eleições de 2026; entenda como funciona

 Voto útil ganha espaço na reta final das eleições de 2026; entenda como funciona

Foto: Reprodução

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A aproximação do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, tem colocado o chamado “voto útil” no centro das discussões eleitorais. O termo é usado quando o eleitor deixa de votar em sua primeira opção para escolher um candidato que considera mais competitivo ou com maiores chances de avançar na disputa.

Na prática, o voto útil é uma estratégia que leva em consideração não apenas a preferência pessoal, mas também o cenário apontado pelas pesquisas e a possibilidade de influenciar o resultado.

No cenário nacional, o debate ganhou força diante da concentração da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Levantamento Quaest divulgado nesta segunda-feira (21) mostrou Lula com 37% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury aparece com 6%, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 3% e Romeu Zema com 1%.

A concentração dos votos nos primeiros colocados faz com que campanhas busquem eleitores de candidaturas que aparecem com percentuais menores. Segundo a CNN, apoiadores de Flávio Bolsonaro têm buscado estimular a migração de votos na reta final.

O voto útil pode ocorrer quando o eleitor entende que seu candidato preferido tem poucas chances de chegar ao segundo turno e decide apoiar outro nome. Esse comportamento também é chamado de voto estratégico e pode estar relacionado tanto à tentativa de eleger um candidato quanto à intenção de impedir o avanço de outro.

As pesquisas ganham importância nesse processo por apresentarem um retrato das intenções de voto no momento em que são realizadas, mas não determinam o resultado da eleição.

Na pesquisa Quaest mais recente, o cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro aparece em empate técnico, com 42% para Flávio e 41% para Lula.

Voto útil na Paraíba

Na Paraíba, o debate também pode aparecer na disputa pelo Senado, que terá duas vagas em 2026. Diferentemente da eleição para presidente e governador, não há segundo turno para senador: são eleitos os dois candidatos mais votados.

Cada eleitor paraibano poderá votar em dois candidatos diferentes. Dessa forma, o eleitor pode combinar suas preferências ou considerar a competitividade dos nomes na hora de escolher.

A Paraíba tem 3.247.397 eleitores aptos a votar nas eleições deste ano, segundo dados do TRE-PB.

O chamado voto útil, portanto, pode ganhar espaço na reta final da campanha à medida que os eleitores consideram, além de suas preferências, o cenário das pesquisas e as regras específicas de cada disputa.

Por Paraíba Master

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