4 de outubro de 2026
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Abin vê escalada de pressão dos EUA sobre o Brasil e alerta TSE antes das eleições

 Abin vê escalada de pressão dos EUA sobre o Brasil e alerta TSE antes das eleições

Foto: reprodução

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A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) classificou como “crítico” o nível de risco relacionado à influência e à interferência externa dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. O alerta consta de um relatório reservado encaminhado, no fim de agosto, à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça.

Segundo o documento, há uma “tendência de escalada de pressão sobre o Brasil”, com uma intensificação e uma mudança na forma de atuação dos Estados Unidos. A Abin, porém, afirma que esse movimento ocorre dentro de um padrão mais amplo de influência norte-americana na América Latina.

A agência relaciona a pressão à política externa do segundo governo de Donald Trump, que teria como uma das prioridades a ampliação da influência dos Estados Unidos na América Latina e a redução da presença de potências rivais, especialmente a China.

O relatório aponta que o Brasil estaria mais exposto a esse tipo de pressão por manter uma política de maior autonomia estratégica. A participação brasileira no Brics, a relação com a China e a disputa internacional por minerais críticos aparecem entre os fatores considerados relevantes pela inteligência brasileira.

A Abin também cita sanções adotadas pelo governo norte-americano contra brasileiros e empresas como parte da mudança de intensidade da pressão. Para a agência, medidas desse tipo podem produzir efeitos políticos e econômicos e aumentar a pressão sobre instituições e atores brasileiros.

Outro ponto mencionado no relatório é a tentativa de Washington de incluir questões políticas nas negociações com o Brasil. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o governo Trump chegou a apresentar, durante as negociações tarifárias de 2025, uma proposta com 21 exigências, entre elas a participação irrestrita de “dissidentes políticos” nas eleições brasileiras. O governo brasileiro rejeitou a exigência.

A avaliação da Abin ocorre em meio à preparação para o primeiro turno das eleições, marcado pelo TSE para 4 de outubro de 2026. O tribunal mantém, entre suas prioridades, medidas voltadas à segurança e à integridade do processo eleitoral.

O próprio relatório público da Abin sobre os desafios de 2026 já apontava o risco de interferência externa no processo eleitoral como uma das vulnerabilidades a serem monitoradas durante o pleito.

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