28 de setembro de 2026
Abrir Player em Nova Janela

Banco do Brasil compensa emissões de carbono geradas pela COP15 realizada em Campo Grande

 Banco do Brasil compensa emissões de carbono geradas pela COP15 realizada em Campo Grande

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

#Compartilhe

O Banco do Brasil anunciou que irá neutralizar as emissões de gases de efeito estufa geradas durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, encerrada no último domingo (29), em Campo Grande (MS). A medida reforça o posicionamento da instituição em relação à agenda climática e à preservação ambiental.

Organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o encontro reuniu cerca de 2 mil participantes de diversos países, entre autoridades governamentais, pesquisadores e representantes da sociedade civil. O foco das discussões foi a adoção de estratégias globais para proteger espécies migratórias e seus habitats naturais.

De acordo com estimativas, o evento gerou entre 2,5 mil e 3 mil toneladas de emissões de carbono, considerando fatores como deslocamento dos participantes, consumo energético e estrutura logística.

Para compensar esse impacto, o banco utilizará créditos de carbono oriundos de projetos de energia renovável. A iniciativa garante que o volume total de emissões seja equilibrado por ações que evitam ou reduzem a liberação de gases poluentes na atmosfera.

A compensação será realizada por meio de créditos certificados no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Esses créditos estão vinculados a projetos de geração de energia solar apoiados pela instituição, que substituem fontes mais poluentes.

Espécies migratórias — como aves, peixes e mamíferos — dependem de rotas naturais que vêm sendo impactadas pelas mudanças climáticas. Alterações ambientais afetam diretamente esses deslocamentos e colocam em risco a sobrevivência dessas populações.

Segundo o Banco do Brasil, iniciativas como a compensação de emissões em eventos internacionais contribuem para alinhar compromissos institucionais com práticas efetivas no combate ao aquecimento global.

A instituição também informou que seus projetos ambientais evitam atualmente a emissão de cerca de 3,6 milhões de toneladas de gases de efeito estufa por ano. Além disso, apoia a conservação e recuperação de aproximadamente 1,4 milhão de hectares de áreas naturais, com meta de atingir 2 milhões de hectares até 2030.

Entre as ações desenvolvidas estão projetos de reflorestamento, incentivo à agricultura de baixo carbono e investimentos em energia renovável, considerados essenciais para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Por Paraíba Master

Relacionados