26 de setembro de 2026
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Brasil chega a menor taxa de desemprego da história Governo Lula comemora; entenda

 Brasil chega a menor taxa de desemprego da história Governo Lula comemora; entenda

Foto: reprodução

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A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, segundo dados divulgados pelo IBGE e informados pelo g1 nesta sexta-feira (28). O resultado veio melhor que o esperado pelo mercado — que projetava 5,5% — e representa o menor índice da série histórica iniciada em 2012.

O desemprego caiu nas duas bases de comparação:

  • 0,2 ponto percentual frente ao trimestre anterior (5,6% → 5,4%);

  • 0,7 ponto percentual na comparação anual (6,2% → 5,4%).

A população desocupada chegou a 5,9 milhões de pessoas, o menor número já registrado pela pesquisa. Houve queda de 3,4% no trimestre (menos 207 mil pessoas) e retração de 11,8% em um ano (menos 788 mil).

Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, o indicador confirma uma trajetória consistente de melhora. “Quando observamos os trimestres móveis encerrados em outubro, essa taxa é a menor já registrada. A população desocupada permanece abaixo dos patamares observados anteriormente”, disse ao g1.

Mercado de trabalho mantém ocupação elevada

A população ocupada totalizou 102,6 milhões, estável no trimestre e com alta de 926 mil pessoas em relação ao mesmo período de 2024. O nível de ocupação ficou em 58,8%, também estável nas comparações trimestral e anual.

Destaques da Pnad Contínua:

  • Taxa de desocupação: 5,4%

  • Subutilização: 13,9%

  • População desocupada: 5,9 milhões

  • População ocupada: 102,6 milhões

  • População fora da força de trabalho: 66,1 milhões

  • Desalentados: 2,6 milhões

  • Empregados com carteira assinada: 39,2 milhões

  • Empregados sem carteira: 13,6 milhões

  • Trabalhadores por conta própria: 25,9 milhões

  • Trabalhadores informais: 38,8 milhões

Formalização segue em patamar recorde

O setor privado registrou 52,7 milhões de empregados, o maior número da série.

  • Com carteira assinada: 39,2 milhões (recorde histórico), alta de 2,4% em um ano.

  • Sem carteira: 13,6 milhões, estável no trimestre e 3,9% abaixo do ano anterior.

  • Setor público: 12,9 milhões, estável no trimestre e 2,4% maior em um ano.

  • Conta própria: 25,9 milhões, estável no trimestre e 3,1% acima do ano anterior.

A taxa de informalidade permaneceu em 37,8% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.

Setores que mais empregaram

Trimestre móvel (ago-out) vs. anterior:

  • Construção: +2,6% (mais 192 mil pessoas)

  • Administração pública, saúde e educação: +1,3% (mais 252 mil)

  • Outros serviços: –2,8% (menos 156 mil)

Comparação anual:

  • Transporte e armazenagem: +3,9% (223 mil)

  • Atividades públicas essenciais: +3,8% (711 mil)

  • Outros serviços: –3,6% (–203 mil)

  • Serviços domésticos: –5,7% (–336 mil)

Renda segue firme apesar dos juros altos

Mesmo com a Selic no maior patamar em duas décadas (15% ao ano), o rendimento real habitual permaneceu resistente.

  • Renda média: R$ 3.528

  • Massa de rendimento: R$ 357,3 bilhões (recorde)

No trimestre, a renda ficou estável; em um ano, subiu 9%, o equivalente a mais R$ 293.

Segundo o IBGE, a estabilidade da renda, mesmo com crédito mais caro, tem ajudado a sustentar o consumo e manter o mercado de trabalho aquecido. Políticas públicas, como correções do salário mínimo, também influenciam esse movimento.

Renda por setores

Alta no trimestre:

  • Informação, comunicação e atividades financeiras: +3,9% (mais R$ 190)

Alta anual:

  • Agricultura: +6,2%

  • Construção: +5,4%

  • Alojamento e alimentação: +5,7%

  • Informação e atividades financeiras: +5,2%

  • Administração pública e saúde: +3,5%

  • Serviços domésticos: +5,0%

Os demais setores não registraram variações significativas.

Por Paraíba Master

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