26 de setembro de 2026
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Brasil registra recorde no rendimento médio e avanço no emprego formal, aponta IBGE

 Brasil registra recorde no rendimento médio e avanço no emprego formal, aponta IBGE

Foto: Reprodução

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O Brasil registrou crescimento no número de trabalhadores com carteira assinada e atingiu um novo recorde no rendimento médio da população ocupada. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30) pelo IBGE.

De acordo com o levantamento, a taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada no trimestre encerrado em março, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. O índice representa queda em relação ao trimestre anterior (37,6%) e também frente ao mesmo período de 2025 (38,0%).

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, excluindo empregados domésticos, chegou a 39,2 milhões. Embora o contingente tenha se mantido estável no trimestre, houve crescimento de 1,3% na comparação anual, com a inclusão de 504 mil novos trabalhadores formais. Já o número de empregados sem carteira assinada recuou 2,1% no trimestre, totalizando 13,3 milhões de pessoas.

O contingente de trabalhadores por conta própria permaneceu estável em 26 milhões no trimestre, mas apresentou alta de 2,4% em relação ao ano anterior, com acréscimo de 607 mil pessoas. Segundo a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, a redução da informalidade está ligada à queda no número de trabalhadores sem carteira e de autônomos sem CNPJ.

Outro destaque da pesquisa foi a massa de rendimento real, que atingiu R$ 374,8 bilhões — o maior valor da série histórica. O resultado representa estabilidade no trimestre e crescimento de 7,1% em relação ao ano passado, com aumento de R$ 24,8 bilhões.

O rendimento médio real habitual também bateu recorde, chegando a R$ 3.722. O valor cresceu 1,6% no trimestre e 5,5% na comparação anual, já descontada a inflação. Entre os setores analisados, apenas Comércio e Administração Pública apresentaram aumento significativo nos rendimentos no período.

Apesar dos avanços, a taxa de desocupação ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, alta de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Ainda assim, o índice é 0,9 ponto percentual menor que o registrado no mesmo período de 2025 e representa a menor taxa para trimestres encerrados em março desde o início da série histórica, em 2012.

O número de pessoas desocupadas chegou a 6,6 milhões, com aumento de 19,6% no trimestre, o que representa mais 1,1 milhão de brasileiros em busca de emprego. Na comparação anual, no entanto, houve queda de 13% nesse contingente.

Já o total de pessoas ocupadas foi estimado em 102 milhões, com recuo de 1% no trimestre, mas crescimento de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre os setores econômicos, houve redução no número de ocupados em Comércio, Administração Pública e Serviços Domésticos, que juntos perderam mais de 870 mil postos de trabalho no trimestre. Por outro lado, na comparação anual, os segmentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, além da Administração Pública, apresentaram crescimento.

Segundo o IBGE, essas oscilações refletem movimentos típicos do mercado de trabalho, como a redução de vagas no comércio após períodos sazonais e o encerramento de contratos temporários em áreas como Educação e Saúde no setor público.

Por Paraíba Master

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