Câmara adia votação do PL Antifacção após impasse sobre limites de atuação da Polícia Federal
Foto: Luis Macedo
A votação do Projeto de Lei do Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, conhecido como PL Antifacção, deve ser adiada para esta quarta-feira (12), após intensas discussões entre parlamentares e o governo federal. A proposta, que busca endurecer o enfrentamento ao crime organizado no país, estava prevista para ser analisada nesta terça (11), mas divergências internas levaram ao adiamento.
Segundo informações do Portal Página 1 PB, o texto foi debatido entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos–PB), o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o relator da matéria, deputado Guilherme Derrite (PL–SP). O principal impasse envolve as atribuições da Polícia Federal (PF) — especialmente quanto à sua atuação em investigações que envolvem diferentes estados ou têm repercussão nacional.
Um dos pontos que gerou resistência na base governista é a preocupação de que as novas regras possam restringir o alcance da PF, afetando inquéritos sensíveis, como os relacionados ao uso de emendas parlamentares. Outra controvérsia está na proposta de incluir novas tipificações sobre crime organizado na Lei Antiterrorismo, o que ampliaria o escopo do texto original enviado pelo Executivo.
Durante a tarde, novas rodadas de negociação foram realizadas entre Hugo Motta, Lewandowski e o relator, na tentativa de construir um consenso. A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, também participou das articulações com líderes da base aliada, buscando unificar o posicionamento do governo antes da votação.
A expectativa é de que o acordo seja fechado ainda nesta noite, permitindo que o projeto retorne à pauta do plenário na quarta-feira. O texto é considerado estratégico para o governo e deve estabelecer regras mais rígidas contra facções criminosas, além de fortalecer a cooperação entre forças de segurança estaduais e federais.
Por Paraíba Master