2 de outubro de 2026
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Câmara adia votação do PL Antifacção após impasse sobre limites de atuação da Polícia Federal

 Câmara adia votação do PL Antifacção após impasse sobre limites de atuação da Polícia Federal

Foto: Luis Macedo

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A votação do Projeto de Lei do Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, conhecido como PL Antifacção, deve ser adiada para esta quarta-feira (12), após intensas discussões entre parlamentares e o governo federal. A proposta, que busca endurecer o enfrentamento ao crime organizado no país, estava prevista para ser analisada nesta terça (11), mas divergências internas levaram ao adiamento.

Segundo informações do Portal Página 1 PB, o texto foi debatido entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos–PB), o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o relator da matéria, deputado Guilherme Derrite (PL–SP). O principal impasse envolve as atribuições da Polícia Federal (PF) — especialmente quanto à sua atuação em investigações que envolvem diferentes estados ou têm repercussão nacional.

Um dos pontos que gerou resistência na base governista é a preocupação de que as novas regras possam restringir o alcance da PF, afetando inquéritos sensíveis, como os relacionados ao uso de emendas parlamentares. Outra controvérsia está na proposta de incluir novas tipificações sobre crime organizado na Lei Antiterrorismo, o que ampliaria o escopo do texto original enviado pelo Executivo.

Durante a tarde, novas rodadas de negociação foram realizadas entre Hugo Motta, Lewandowski e o relator, na tentativa de construir um consenso. A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, também participou das articulações com líderes da base aliada, buscando unificar o posicionamento do governo antes da votação.

A expectativa é de que o acordo seja fechado ainda nesta noite, permitindo que o projeto retorne à pauta do plenário na quarta-feira. O texto é considerado estratégico para o governo e deve estabelecer regras mais rígidas contra facções criminosas, além de fortalecer a cooperação entre forças de segurança estaduais e federais.

Por Paraíba Master

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