3 de outubro de 2026
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Casos de queimaduras por águas-vivas crescem até 30% em UPAs de João Pessoa durante o verão

 Casos de queimaduras por águas-vivas crescem até 30% em UPAs de João Pessoa durante o verão

Foto: Reprodução

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O período de verão tem provocado um aumento expressivo no número de ocorrências envolvendo águas-vivas nas praias de João Pessoa. Entre dezembro e março, quando esses animais marinhos entram em fase de reprodução, a presença deles no litoral se intensifica, elevando o risco de acidentes com banhistas. O pico de registros pode avançar até o mês de abril.

Na capital paraibana, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oceania, localizada no Retão de Manaíra, registrou nos últimos 30 dias uma elevação entre 20% e 30% nos atendimentos relacionados a queimaduras causadas por águas-vivas.

Segundo o médico Heitor Bandeira, responsável técnico da unidade, o primeiro cuidado após o contato com o animal é enxaguar a área atingida com água do próprio mar, de forma contínua e sem friccionar a pele. Outra alternativa é a aplicação de solução de ácido acético a 5%, conhecido popularmente como vinagre, que ajuda a neutralizar as toxinas.

O especialista alerta que o uso de água doce, urina ou qualquer tipo de atrito, como esfregar com as mãos ou toalhas, deve ser evitado, pois essas práticas podem estimular a liberação de mais veneno pelos tentáculos.

Em situações em que os tentáculos permanecem presos à pele ou quando as lesões são mais extensas, pode ser necessária a retirada manual do material e a adoção de tratamentos específicos para queimaduras. Nesses casos, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e continuidade do atendimento.

Por Paraíba Master

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