26 de setembro de 2026
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Chuvas na Paraíba revelam riscos ocultos de doenças em áreas alagadas

 Chuvas na Paraíba revelam riscos ocultos de doenças em áreas alagadas

Foto: Reprodução

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Contato com água contaminada pode provocar leptospirose, hepatite A e infecções intestinais graves; especialista orienta população sobre prevenção e sinais de risco

As chuvas na Paraíba, que já deixaram 31 cidades em situação de emergência, podem continuar nos próximos dias, é o que diz um alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com o aviso emitido nesta segunda-feira (4), há o potencial de chuvas intensas em 206 cidades do estado.

Com a intensificação das chuvas na região, o risco não está apenas nos alagamentos e deslizamentos. Invisíveis a olho nu, doenças transmitidas pela água contaminada representam uma ameaça silenciosa à saúde pública. Segundo o biólogo e professor dos cursos de saúde da Estácio, Hyago Passe Pereira, a água de enchente pode carregar esgoto, lixo e urina de animais infectados, favorecendo a transmissão de enfermidades como leptospirose, hepatite A e infecções intestinais graves.

“As pessoas muitas vezes veem apenas água e barro, mas ali pode haver uma grande carga de microrganismos patogênicos. O risco é real e imediato”, alerta o professor.

Risco ampliado em períodos de chuva intensa

Historicamente, períodos chuvosos aumentam os registros de doenças de veiculação hídrica em diversas regiões do país. O contato com enxurradas, o consumo de água contaminada e alimentos expostos à umidade são fatores que contribuem para a disseminação dessas enfermidades, especialmente em áreas com infraestrutura de drenagem e saneamento comprometida.

A leptospirose, por exemplo, é transmitida pela urina de animais infectados, principalmente roedores, e pode causar febre alta, dores musculares e, em casos graves, complicações renais e hepáticas. Já a hepatite A e as infecções intestinais estão associadas à ingestão de água ou alimentos contaminados.

Orientações práticas para prevenção

Professor Hyago reforça que a prevenção começa com atitudes simples e imediatas. “O ideal é evitar qualquer contato com água de enchente. Se a rua estiver alagada, não atravesse. Caso o contato seja inevitável, use botas e luvas de borracha”, orienta.

Outro ponto crítico é a alimentação. “Nunca consuma água ou alimentos que tenham tido contato com a água da chuva. Na dúvida, o descarte é sempre a melhor opção”, afirma.

O cuidado com a caixa d’água também deve ser redobrado. Manter o reservatório bem vedado impede a entrada de sujeira, bactérias e pequenos animais que podem contaminar a água utilizada no dia a dia.

Atenção aos sintomas e grupos vulneráveis

Crianças e idosos são mais vulneráveis às complicações dessas doenças e precisam de atenção constante. Além disso, qualquer pessoa que tenha tido contato com água de enchente deve ficar atenta a sintomas como diarreia, febre e vômitos. “Se houver qualquer sinal de infecção após exposição às águas das chuvas, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente e informar que houve contato com enchente. O diagnóstico precoce salva vidas”, enfatiza o professor.

Em períodos de chuvas intensas, a informação torna-se uma ferramenta essencial de proteção coletiva. Evitar a exposição, cuidar da água consumida e buscar atendimento diante de sintomas são medidas que reduzem riscos e evitam complicações mais graves.

 

Paraíba Master com informações da Assessoria

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