Cícero Lucena reage a suspensão no TSE e diz: “Vai ter que ser no voto”
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“Vai ter que ser no voto.” Foi com essa reação que o candidato a governador pela coligação Juntos para a Paraíba dar o Próximo Passo, Cícero Lucena, criticou nesta sexta-feira (2) as tentativas de retirá-lo da disputa eleitoral por via judicial, sem que haja qualquer condenação ou pendência de registro de candidatura, e antes mesmo da decisão soberana do eleitor no próximo domingo (4).
A manifestação de Cícero ocorreu imediatamente após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspender o julgamento do recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) que tenta barrar a sua candidatura ao Governo do Estado. A interrupção aconteceu após o vice-presidente da Corte, ministro André Mendonça, formular pedido de vista do processo.
Para Cícero, a movimentação nos bastidores evidencia o desespero da chapa adversária. Ele apontou que a contratação de 6.500 cabos eleitorais agraciados com cargos comissionados, somada ao evidente abuso de poder político e econômico — que resultou nas AIJEs dos “fantasmas” e do “Shopping do Voto”, respectivamente —, demonstra que o candidato opositor apelou a influências nefastas nas cortes superiores para tentar vencer o pleito sem sequer disputar os votos da população.
O candidato lembrou que sequer responde a processos ou possui indiciamento em inquéritos dessa natureza. Por isso, continuará agindo com lisura e transparência, provando sua inocência em todas as instâncias necessárias.
“Tenho rezado muito e só peço uma coisa a Deus: que Ele só me permita ser governador se for para fazer o bem ao povo da Paraíba. Por isso mesmo, tenho a consciência tranquila por minhas ações, que sempre foram em benefício do povo paraibano. Fui eleito quatro vezes prefeito de João Pessoa, e a população da nossa capital não iria me reeleger se eu não tivesse feito um bom trabalho”, finalizou.
A defesa de Cícero Lucena comemorou a decisão do TSE. O coordenador jurídico da campanha, Walter Agra, explicou que a medida reinicia toda a discussão sobre o caso em plenário físico, com direito à sustentação oral. “Amanhã caem todos os votos que foram dados e recomeça do zero, garantindo o direito à defesa, que é um dos fatos que certamente levaram o ministro a evitar a continuidade do julgamento naquela modalidade”, afirmou.
Por Paraíba Master