30 de setembro de 2026
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CNBB manifesta solidariedade à Igreja da Venezuela após ofensiva dos EUA

 CNBB manifesta solidariedade à Igreja da Venezuela após ofensiva dos EUA

Foto: Reprodução

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta segunda-feira, uma carta endereçada à presidência da Conferência Episcopal Venezuelana em que expressa solidariedade à Igreja e ao povo da Venezuela diante do atual cenário de instabilidade no país, após uma ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos.

No documento, tornado público nas redes sociais, a entidade brasileira afirma que o momento vivido pela Venezuela é marcado por forte tensão, sofrimento social e incertezas, atingindo diretamente a população. A CNBB diz que se une espiritualmente às ações pastorais da Igreja venezuelana e às orações em favor das vítimas, dos feridos e das famílias que perderam entes queridos durante os recentes episódios de violência.

A mensagem destaca ainda que a Igreja na América Latina compartilha a dor do povo venezuelano e reafirma sua confiança nos valores do Evangelho como instrumento de promoção da paz, do diálogo e da superação dos conflitos. Para os bispos brasileiros, somente por meio do entendimento, da justiça e do respeito à dignidade humana e à soberania dos países será possível construir uma convivência social baseada na reconciliação e na paz duradoura.

No texto, a CNBB também faz votos para que o Espírito Santo fortaleça a missão da Igreja na Venezuela, concedendo serenidade, sabedoria e firmeza aos seus líderes e à população, e conduzindo o país por caminhos de unidade e esperança.

Contexto

No último sábado (3), uma série de explosões foi registrada em bairros de Caracas, capital venezuelana, durante uma operação militar liderada pelos Estados Unidos. Na ação, o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram detidos por forças norte-americanas e levados para Nova York.

O episódio representa uma nova intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina. A última operação desse tipo havia ocorrido em 1989, quando tropas norte-americanas entraram no Panamá e capturaram o então presidente Manuel Noriega, acusado de envolvimento com o narcotráfico.

Washington afirma que Maduro estaria ligado a um suposto cartel de drogas conhecido como “Cartel de los Soles”, acusação que, segundo especialistas em tráfico internacional, carece de comprovação. Antes da operação, o governo do presidente Donald Trump havia anunciado uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do líder venezuelano.

Críticos da ação avaliam que a ofensiva tem motivações geopolíticas, incluindo a tentativa de reduzir a influência de países como China e Rússia sobre a Venezuela e ampliar o controle dos Estados Unidos sobre as reservas de petróleo do país, consideradas as maiores do mundo em volume comprovado.

Por Paraíba Master

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