Colunista do UOL afirma que “Gonet agoniza” e diz que PGR já fez “desserviço suficiente” ao Brasil
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, voltou ao centro das críticas neste sábado (5). Em artigo publicado pelo UOL, o jurista e colunista Wálter Maierovitch classificou a atual situação do chefe da Procuradoria-Geral da República como “agonizante” e afirmou que Gonet já teria prestado “desserviço suficiente ao Brasil”.
No texto, Maierovitch compara a gestão de Gonet à de seu antecessor, Augusto Aras, e questiona a independência do atual procurador-geral diante de decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente pelo ministro Alexandre de Moraes.
Segundo o colunista, Gonet teria adotado uma postura excessivamente passiva em situações nas quais, na avaliação dele, caberia ao Ministério Público Federal exercer suas atribuições de maneira mais independente. Entre os exemplos citados estão a condução da colaboração premiada de Mauro Cid e o chamado inquérito das fake news.
Caso Master e Daniel Vorcaro
Outro ponto destacado no artigo é a relação de Gonet com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Maierovitch menciona conversas encontradas no celular de Vorcaro e questiona a proximidade entre os dois.
O caso ganhou relevância também por decisões da PGR relacionadas ao Banco Master. Em dezembro, Gonet arquivou um pedido de investigação sobre uma possível atuação de Moraes envolvendo o banco, afirmando não ter identificado ilicitude que justificasse a intervenção da Procuradoria.
O episódio ocorre em meio às controvérsias envolvendo o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes. O escritório confirmou ter prestado serviços de consultoria ao banco entre 2024 e 2025.
Procedimento contra Gonet
Maierovitch também afirma que o Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu procedimento para verificar condutas atribuídas a Gonet. Na avaliação do colunista, o órgão deverá analisar se houve comportamento inadequado ou incompatível com as responsabilidades do cargo.
Ao final do artigo, o autor defende que Gonet deixe o cargo por iniciativa própria. A avaliação é apresentada como uma crítica do colunista, e não como uma conclusão oficial sobre eventual irregularidade cometida pelo procurador-geral.
Gonet está à frente da PGR desde dezembro de 2023, após ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aprovado pelo Senado.
Por Paraíba Master