28 de setembro de 2026
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Com o tombo da semana, dólar pode voltar a casa dos R$4; Entenda

 Com o tombo da semana, dólar pode voltar a casa dos R$4; Entenda

Foto: Reprodução

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Nesta sexta-feira (10), o dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,02%, sendo cotado a R$ 5,0112. Essa é a primeira vez que a moeda americana opera abaixo da marca de R$ 5,10 em dois anos, um movimento que surpreendeu parte do mercado e trouxe alívio para importadores e investidores locais.

Em contrapartida, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, avançou 1,12%, atingindo os 197.324 pontos e registrando um novo recorde histórico. A alta veio impulsionada pelo ambiente favorável ao risco e pela percepção de que a economia brasileira segue resiliente.

Apesar do desempenho positivo nos ativos domésticos, os mercados permanecem atentos aos preparativos dos Estados Unidos e do Irã para as negociações de paz, previstas para começar neste sábado (11). O desfecho desse conflito geopolítico é monitorado de perto por investidores ao redor do mundo, uma vez que pode impactar os preços das commodities e a direção dos fluxos de capitais.

De acordo com o especialista Nicolas Gomes, a queda do dólar reflete três fatores principais: as taxas de juros ainda elevadas no Brasil, a entrada expressiva de fluxo estrangeiro no país e a tese de enfraquecimento global do dólar, motivada justamente por tensões geopolíticas. Segundo ele, o Brasil tem se saído bem do conflito, pois, enquanto o petróleo é o principal problema para o mundo, o Brasil tem a commodity de sobra em seu território. Dessa forma, embora ainda seja afetado, o impacto não é tão forte quanto em outros países que dependem do petróleo estrangeiro.

No front doméstico, o destaque ficou por conta da divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE. O indicador subiu 0,88% em março e acumula alta de 4,14% em 12 meses. O resultado veio acima das expectativas do mercado, que projetava avanço de 0,7% no mês e inflação anual de 4%. A leitura surpreendeu analistas e reforça os desafios para a política monetária nos próximos meses.

Por Paraíba Master

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