1 de outubro de 2026
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Copa do Mundo 2026 enfrenta críticas por restrições migratórias e alto custo dos ingressos

 Copa do Mundo 2026 enfrenta críticas por restrições migratórias e alto custo dos ingressos

Foto: Reprodução

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A Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, tem sido marcada não apenas pela expectativa em torno do futebol, mas também por uma série de controvérsias envolvendo questões diplomáticas, migratórias e financeiras. As discussões têm ganhado força à medida que delegações, profissionais do esporte e torcedores relatam dificuldades relacionadas à entrada nos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio.

Entre os episódios que mais chamaram atenção está a situação da seleção do Irã. Em meio ao agravamento das tensões entre Washington e Teerã, integrantes da delegação iraniana enfrentaram obstáculos para obter vistos de entrada. Parte da comissão técnica e dirigentes não conseguiu autorização para viajar dentro do prazo necessário para a preparação da equipe.

Além disso, os iranianos precisaram alterar seus planos logísticos após restrições impostas pelas autoridades norte-americanas. A hospedagem inicialmente prevista no estado do Arizona foi cancelada, levando a delegação a estabelecer sua base em Tijuana, no México. Posteriormente, os Estados Unidos chegaram a impedir que a equipe permanecesse no país antes e depois das partidas, medida que acabou sendo flexibilizada para permitir pernoites na véspera dos jogos.

Torcedores iranianos também relataram dificuldades. Segundo informações divulgadas por veículos internacionais, alguns fãs tiveram ingressos cancelados poucos dias antes do início da competição.

Outro caso que gerou repercussão envolveu o atacante iraquiano Aymen Hussein. O jogador foi submetido a uma longa inspeção migratória ao desembarcar em Chicago e permaneceu por horas sob interrogatório antes de ser liberado. Durante o procedimento, autoridades analisaram seu aparelho celular.

A delegação do Iraque também enfrentou outros contratempos. O fotógrafo oficial da equipe, Talal Salah, teve a entrada negada nos Estados Unidos após permanecer retido por mais de dez horas em um aeroporto do país.

As restrições migratórias atingiram ainda a arbitragem da competição. O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que poderia se tornar o primeiro representante de seu país a atuar em uma Copa do Mundo, foi impedido de ingressar em território norte-americano. Apesar de possuir visto válido e credenciamento oficial da Fifa, ele foi considerado inadmissível pelas autoridades de imigração, que alegaram questões relacionadas à checagem de antecedentes, sem detalhar os motivos.

Diante dos relatos, a Fifa buscou dialogar com autoridades norte-americanas nos meses que antecederam o Mundial para tentar reduzir os impactos das regras migratórias sobre participantes e torcedores. A entidade, porém, ressaltou que não possui poder para interferir diretamente nas decisões soberanas dos países-sede.

Além das questões relacionadas à imigração, os preços dos ingressos também têm sido alvo de críticas. A edição de 2026 figura entre as mais caras da história da competição. Para a partida final, os valores variam entre aproximadamente US$ 2 mil e US$ 7,8 mil, superando os preços registrados na Copa do Catar, em 2022.

Embora existam entradas mais acessíveis para a fase de grupos, com valores a partir de cerca de US$ 60, a oferta limitada desses bilhetes levou muitos torcedores a desembolsarem quantias significativamente maiores. Nas fases eliminatórias, os ingressos podem ultrapassar os US$ 3 mil, ampliando o debate sobre acessibilidade e inclusão do público no principal torneio de futebol do planeta.

Com desafios que vão além das quatro linhas, a Copa do Mundo de 2026 se consolida como um evento marcado não apenas pela disputa esportiva, mas também por discussões sobre mobilidade internacional, relações diplomáticas e o crescente custo de participação para torcedores.

 

Por Paraíba Master

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