CPI do Crime Organizado renova convocação de Campos Neto e mira ex-governadores em nova fase de apurações
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado Federal tenta, mais uma vez, ouvir o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O novo depoimento está marcado para a próxima terça-feira (31), às 9h, e tem como foco apurar possíveis falhas na fiscalização bancária que possam ter facilitado a atuação e a expansão de organizações criminosas.
Antes da oitiva, a comissão realizará uma reunião deliberativa para votar um pacote de 17 requerimentos. Entre os principais estão as convocações do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, ambos citados em investigações que envolvem relações com o Banco Master.
A tentativa de ouvir Campos Neto não é inédita. O ex-presidente do BC já havia sido convocado para depor no dia 3 de março, mas não compareceu após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder habeas corpus que o dispensou da presença física. Na ocasião, ele enviou uma resposta à comissão informando estar disposto a responder aos questionamentos por escrito.
O novo chamado baseia-se no mesmo requerimento anterior (REQ 185/2026), de autoria do senador Jaques Wagner (PT-BA). No documento, o parlamentar afirma que o colapso do Banco Master é o principal motivo para a convocação, argumentando que o depoimento é essencial para “coletar informações técnicas e estratégicas” que auxiliem no esclarecimento dos fatos e no aprimoramento da legislação.
Outros requerimentos em pauta
Durante a parte deliberativa da reunião, os senadores devem votar convocações e pedidos de informação. Entre os nomes que podem ser chamados a depor estão:
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Cláudio Castro (REQ 299/2026), ex-governador do Rio de Janeiro;
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Ibaneis Rocha (REQ 310/2026), ex-governador do Distrito Federal, que deixou o cargo nesta segunda-feira para se candidatar ao Senado;
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Renato Dias de Brito Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central (REQ 284/2026);
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Yan Felix Hirano, apontado como suposto facilitador da fase de colocação de recursos ilícitos no sistema financeiro formal (REQ 287/2026).
A reunião está marcada para as 9h da terça-feira (31) e deverá movimentar os trabalhos da CPI, que segue focada na articulação entre o sistema financeiro e o avanço do crime organizado no país.
Por Paraíba Master