Cuidado e Justiça Climática: Nordeste apresenta propostas transformadoras na COP30
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A COP30 abriu espaço para um dos debates mais relevantes da conferência nesta quinta-feira (13), ao reunir especialistas e gestoras brasileiras e internacionais no painel “Cuidado, Gênero e Clima – Pactos Regionais para a Transformação Sustentável”. A discussão aconteceu na Green Zone, no estande do Consórcio Nordeste, e foi promovida em parceria com o Governo da Paraíba, por meio da Semdh e da Semam, com apoio da Global HER e do ONU-Habitat. Segundo informações divulgadas pelo Governo da Paraíba, a iniciativa reforça o cuidado como eixo estratégico para enfrentar a crise climática.
Representando o estado, as secretárias Lídia Moura (Mulheres e Diversidade Humana) e Rafaela Camaraense (Meio Ambiente) trouxeram ao debate temas essenciais, como o cuidado enquanto ferramenta de transformação territorial e climática e as experiências do Semiárido na transição energética e restauração ambiental. A mesa também contou com a participação de Iaraci Dias, da Secretaria de Meio Ambiente da Bahia, ampliando a perspectiva regional sobre igualdade de gênero e sustentabilidade.
O painel recebeu ainda a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, que destacou o compromisso do Governo Federal em tratar o cuidado como infraestrutura vital para enfrentar emergências climáticas, além de integrá-lo a políticas públicas de proteção social e justiça ambiental. “O cuidado precisa ser visto como parte do sistema que sustenta a vida”, reforçou a ministra, segundo o Governo da Paraíba.
A programação reuniu lideranças nacionais e internacionais, entre elas Elkin Velásquez, diretor regional do ONU-Habitat, e Lea Ranalder, especialista em energia renovável. A dimensão cultural foi representada por Maria Marighella, presidenta da Funarte, que abordou o papel da cultura como força mobilizadora na luta ambiental. Também integraram o debate Thamyris Elpídio, da Global HER; Lourivânia Soares, pesquisadora premiada; e Amanda Teles Marques, liderança indígena Arapaço.
O encontro ressaltou que cuidado, justiça climática e gênero não são agendas paralelas, mas caminhos que se cruzam na construção de pactos regionais pela sustentabilidade. Ao aproximar ciência, gestão pública, cultura e saberes tradicionais, o Nordeste posiciona-se como protagonista na construção de políticas climáticas mais humanas, inclusivas e eficazes.
Por Paraíba Master