29 de setembro de 2026
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Cuidados com o consumo de pescado na Semana Santa ajudam a evitar intoxicações, alerta SES-RJ

 Cuidados com o consumo de pescado na Semana Santa ajudam a evitar intoxicações, alerta SES-RJ

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Com a chegada da Semana Santa e o aumento no consumo de peixes e frutos do mar, a Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) reforça orientações importantes para garantir a segurança alimentar da população.

De acordo com o órgão, práticas simples na hora da compra, conservação e preparo dos alimentos são fundamentais para prevenir problemas de saúde. A superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller, destaca que a atenção do consumidor faz toda a diferença. “Seguindo cuidados básicos, é possível reduzir riscos e manter uma alimentação segura durante o período”, afirmou.

A nutricionista Jussara Salgado explica que é possível identificar facilmente se o pescado está fresco. Entre os principais sinais estão a carne firme, escamas brilhantes e bem fixadas, olhos claros e salientes, além de guelras avermelhadas e odor suave.

Por outro lado, produtos com cheiro forte, semelhante ao de amônia, ou que não estejam devidamente refrigerados devem ser evitados. O ideal é que o pescado fresco esteja armazenado sobre gelo, sem contato direto, e protegido por material adequado. Já os congelados precisam estar bem acondicionados, sem indícios de descongelamento, como embalagens úmidas ou amolecidas.

Armazenamento e preparo
Após a compra, o peixe deve ser guardado o mais rápido possível. Em casa, recomenda-se realizar a limpeza completa — retirando vísceras e escamas — e armazenar o alimento em recipiente fechado sob refrigeração.

O consumo de peixe cru deve ocorrer em até 24 horas. Já o produto cozido pode ser mantido na geladeira por até três dias, desde que conservado corretamente.

Durante o preparo, a higiene é indispensável. Lavar as mãos antes e depois de manipular alimentos, manter utensílios limpos e evitar o contato entre itens crus e cozidos são medidas essenciais para evitar contaminações.

Riscos à saúde
O consumo de pescado impróprio pode provocar intoxicação alimentar, com sintomas como náuseas, vômitos e diarreia. Em situações mais graves, pode haver necessidade de atendimento médico.

Segundo a SES-RJ, o pescado é altamente perecível e, quando mal conservado, favorece a proliferação de bactérias e a formação de toxinas nocivas.

Para reduzir os riscos, a orientação é comprar e preparar os alimentos o mais próximo possível do momento de consumo. Pratos frios devem permanecer refrigerados até serem servidos.

No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sempre sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente.

A Vigilância Sanitária também orienta que, ao identificar irregularidades, como produtos mal conservados ou condições inadequadas de higiene, o consumidor procure os órgãos de fiscalização do município.

Por Paraíba Master

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