Em sabatina, Gonet nega perseguição política e defende atuação da PGR em casos da trama golpista
Foto: Fabio Rodrigues
Durante sabatina no Senado nesta quarta-feira (12), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou que haja “criminalização da política” e defendeu sua atuação nos processos que condenaram o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado.
“Não há criminalização da política em si. Sobretudo, a tinta que imprime as peças produzidas pela Procuradoria-Geral da República não tem as cores das bandeiras partidárias”, afirmou, ao responder críticas de senadores bolsonaristas que classificaram o julgamento como perseguição.
Gonet destacou que mais de 500 investigados firmaram acordos de não persecução penal e que as decisões do Supremo Tribunal Federal confirmaram a correção da atuação da PGR. Disse ainda ter mantido sigilo absoluto nos processos e citou ações em outros casos relevantes, como o escândalo do INSS e o desastre de Mariana (MG).
Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, que analisa sua recondução ao cargo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) o acusou de “esculhambar o Ministério Público” e de agir sob influência do ministro Alexandre de Moraes. Gonet respondeu que suas manifestações são “técnicas, sóbrias e sem motivação política”.
Por Paraíba Master