Encontro de Lula e Trump: comércio, terras raras e guerras marcam reunião na Casa Branca
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Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se reuniram por cerca de três horas na quinta-feira (7), em Washington. A coletiva de imprensa conjunta foi cancelada a pedido do Brasil, mas ambos falaram separadamente. Trump classificou o encontro como “muito produtivo” e chamou Lula de “dinâmico”. Lula disse ter saído “muito satisfeito” e que a reunião foi um “passo importante na relação com os EUA”.
Assuntos discutidos
Relação bilateral e comércio: Lula defendeu o fortalecimento da parceria econômica e propôs um grupo de trabalho bilateral para resolver impasses tarifários em 30 dias. Afirmou que os EUA deram menos atenção à América Latina nos últimos anos, o que beneficiou a China, e deixou claro que “não abrimos mão da nossa soberania e democracia”.
Terras raras e minerais críticos: O Brasil quer explorar seu potencial de forma planejada e está aberto a investimentos estrangeiros, inclusive americanos. O tema é estratégico para tecnologias de ponta e transição energética.
Guerras e geopolítica: Discutiram o cenário internacional, possíveis sanções e a necessidade de atualizar a governança global, já que “a geopolítica de 2026 não é a de 1945”.
Reforma do Conselho de Segurança da ONU: Lula defendeu maior representatividade de países em desenvolvimento.
Descontração: Os presidentes trocaram uma brincadeira sobre a Copa do Mundo, e Lula pediu que Trump sorrisse nas fotos: “Alivia a nossa alma”.
O que não foi discutido
Lula afirmou que dois temas não entraram na pauta: a possível classificação das facções brasileiras (CV e PCC) como grupos terroristas pelos EUA, e a investigação comercial americana sobre o sistema de pagamentos PIX. “Ele não tocou no assunto do Pix, então eu também não toquei”, disse.
Por Paraíba Master