ENEM sob suspeita: MEC anula questões e PF é acionada após possível vazamento
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O Ministério da Educação confirmou, nesta terça-feira (18), a anulação de três questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), após a identificação de um possível vazamento de conteúdo sigiloso da prova aplicada no último domingo (16). A medida levou o Governo Federal a acionar a Polícia Federal, que agora passa a investigar o caso para esclarecer como o material teria chegado ao conhecimento de um estudante antes da divulgação oficial.
Segundo informações divulgadas pelo Portal Pop Notícias, um participante teria apresentado correções praticamente idênticas às questões aplicadas, o que levantou suspeitas imediatas entre os técnicos que acompanham a elaboração do exame. Assim que o caso chegou ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a comissão assessora responsável pelas avaliações analisou a situação e decidiu pela retirada dos itens, preservando a segurança e a credibilidade da avaliação.
Em nota oficial, o Inep assegurou que o Enem mantém “isonomia, lisura e validade” em seu processo de aplicação e correção, reforçando que decisões de anulação fazem parte dos protocolos de segurança quando há indícios de quebra de sigilo ou violação de conteúdo. Até o momento, os números e conteúdos das questões anuladas não foram divulgados.
Na Paraíba, o exame registrou 142.050 inscrições confirmadas, sendo 101.302 participantes isentos do pagamento e outros 40.748 pagantes. O estado tem maioria feminina entre os inscritos, com 82.787 mulheres (58,28%) contra 59.263 homens (41,72%). Em relação ao perfil étnico, predominam os candidatos que se autodeclararam pardos (73.968), seguidos de brancos (50.269), pretos (12.591), amarelos (2.095) e indígenas (1.528).
O Enem segue com a expectativa para a próxima etapa de aplicação das provas e para divulgação de novos esclarecimentos sobre o caso, que agora recebe atenção nacional devido ao possível crime de vazamento de conteúdo sigiloso, considerado uma violação grave contra o processo seletivo que garante acesso ao ensino superior brasileiro.
Por Paraíba Master