EUA ampliam poder bélico no Caribe e intensificam discussões sobre possíveis ataques à Venezuela
Foto: AFP/Jim Watson
Em meio à crescente tensão na região, autoridades militares dos Estados Unidos apresentaram ao presidente Donald Trump novas possibilidades de operações contra a Venezuela, ampliando o debate interno sobre uma possível intervenção. A informação foi divulgada pela emissora americana CBS News e reforçada pelo Portal G1, que confirma que a reunião ocorreu na Casa Branca com a presença de membros do alto comando militar americano.
Segundo a CBS, os militares levaram ao presidente diferentes cenários estratégicos — inclusive opções que envolvem ações terrestres. Fontes ligadas à Casa Branca afirmam que Trump ainda não tomou uma decisão, mas as conversas recentes indicam uma possível ampliação da postura ofensiva de Washington diante do regime de Nicolás Maduro.
A movimentação ocorre logo após a Marinha dos EUA anunciar a chegada do porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, à área de operações da América Latina. O envio reforça a já robusta presença militar americana no Caribe, composta por aeronaves de bombardeio, helicópteros de operações especiais e navios de guerra mobilizados sob a justificativa de combater organizações criminosas transnacionais.
Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram ações contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico, resultando em dezenas de mortos. Segundo fontes militares, essas operações miravam grupos classificados como narcoterroristas, e Washington sustenta que Maduro lidera o chamado Cartel de los Soles, o que poderia torná-lo um “alvo legítimo” dentro dessa estratégia.
Paralelamente, a revista The Atlantic informou que Maduro estaria disposto a negociar sua saída do poder, desde que receba anistia e garantias de segurança para viver no exílio — uma possibilidade que, se confirmada, pode redefinir o cenário político venezuelano e influenciar os rumos da diplomacia regional.
Por Paraíba Master