EUA pedem que países latino-americanos deixem o Tribunal Penal Internacional
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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pediu nesta quarta-feira (12) que países da América Latina deixem o Tribunal Penal Internacional (TPI). A declaração ocorreu durante uma reunião da coalizão americana de combate aos cartéis, realizada no Panamá.
Hegseth afirmou que as operações militares dos Estados Unidos contra supostos traficantes de drogas na região são legais e defendeu que os países latino-americanos rejeitem a atuação do tribunal internacional.
Segundo o secretário, os governos da região deveriam abandonar o TPI e rejeitar o que classificou como tentativas de retirar a soberania de seus países e de seus sistemas judiciais.
“Não prestamos contas a burocratas internacionais não eleitos”, afirmou Hegseth, em referência à posição do governo americano sobre o tribunal.
A declaração ocorre em meio à intensificação das operações militares dos Estados Unidos contra organizações acusadas de tráfico de drogas na América Latina. A campanha tem provocado questionamentos sobre a legalidade dos ataques realizados contra embarcações suspeitas de transportar entorpecentes.
Hegseth declarou que as ações americanas são “100% legais sob as leis dos conflitos armados”. No entanto, a Associated Press destacou que não está claro qual medida do Tribunal Penal Internacional teria impedido ou dificultado as operações dos Estados Unidos na região.
Pressão contra o tribunal
A ofensiva contra o TPI faz parte de uma política mais ampla do governo do presidente Donald Trump para enfraquecer a instituição. Washington não reconhece a jurisdição do tribunal sobre cidadãos americanos e tem adotado medidas contra a Corte.
A administração Trump também passou a pressionar o tribunal após a emissão de mandados de prisão contra autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, além de investigações envolvendo militares e autoridades dos Estados Unidos.
Por Paraíba Master