EUA reduzem tarifas globais para 10%, e Brasil se torna principal beneficiado
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A partir desta terça-feira (24), as tarifas globais aplicadas pelos Estados Unidos entram em vigor com alíquota de 10%, abaixo do prometido inicialmente pelo presidente Donald Trump, que havia sinalizado um aumento para 15%. A medida foi confirmada pela alfândega americana nesta manhã.
A base legal da decisão está na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao presidente dos EUA impor tarifas de até 15% por um período de 150 dias para corrigir desequilíbrios comerciais ou restrições à balança de pagamentos.
A nova rodada tarifária acontece após a Suprema Corte dos EUA declarar ilegais as taxas de importação estabelecidas unilateralmente por Trump nos últimos meses, julgando que a imposição violava a lei federal.
Antes da decisão judicial, as tarifas globais haviam sido inicialmente fixadas em 10% e depois elevadas para 15% pelo presidente. Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que pretende manter, “com efeito imediato”, a tarifa de 15% sobre países que, segundo ele, exploravam o mercado americano sem retaliação.
Brasil deve ser o maior beneficiado
Segundo levantamento da plataforma Global Trade Alert, o Brasil deve ser o principal beneficiado com a redução das tarifas para 10%. O estudo projeta uma queda de 13,6 pontos percentuais na alíquota média aplicada às exportações brasileiras para os EUA, passando de 26,3% para 12,8%.
Além disso, produtos estratégicos do agronegócio brasileiro, como carne bovina, laranjas e suco de laranja, estarão isentos da tarifa global, garantindo vantagem competitiva ao país no mercado americano.
Governo vê oportunidade
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), avaliou que a nova configuração tarifária representa uma oportunidade para fortalecer o comércio bilateral.
“Essa decisão não apresenta problemas. Ao contrário, abre uma avenida para melhorar o comércio com os Estados Unidos”, declarou Alckmin durante evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta segunda-feira (23).
O presidente em exercício destacou ainda que, embora a China seja grande compradora de commodities brasileiras, os Estados Unidos se mantêm como o principal parceiro para produtos industriais, incluindo máquinas, aviões e motores.
Por Paraíba Master