29 de setembro de 2026
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Ex-secretária de “Careca do INSS” diz à CPMI que acessava cofre da empresa, mas desconhecia origem do dinheiro

 Ex-secretária de “Careca do INSS” diz à CPMI que acessava cofre da empresa, mas desconhecia origem do dinheiro

Lula Marques/ Agência Braasil.

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A ex-secretária Aline Barbara Mota de Sá Cabral afirmou, em depoimento nesta segunda-feira (2) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que tinha acesso ao cofre da empresa do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e que repassava valores ao motorista para o pagamento de despesas operacionais, sempre sob orientação do chefe.

Segundo ela, não era possível estimar quanto dinheiro ficava armazenado no local. Aline declarou ainda que não sabia a origem dos recursos movimentados pelo empresário nem tinha acesso às contas bancárias da empresa. “Eu não tinha acesso a contas bancárias e não fazia pagamentos”, disse aos parlamentares.

Antunes é investigado sob suspeita de liderar um esquema de fraudes envolvendo descontos irregulares em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.

Durante o depoimento, a ex-secretária afirmou que foi contratada após o empresário se apresentar como um “empresário de sucesso” e negou ter conhecimento sobre eventual enriquecimento ilícito. Embora tenha começado como secretária e posteriormente assumido a gerência de recursos humanos, ela disse não participar de decisões estratégicas sobre a destinação de recursos.

Aline confirmou que sabia que o empresário possuía veículos de alto padrão, como modelos das marcas Porsche e Mercedes-Benz, mas negou ter feito anotações que relacionassem percentuais a agentes públicos. “Eu nunca fiz tais anotações. E, quando ocorreu a operação da Polícia Federal, eu já não era mais secretária dele”, afirmou.

No início da oitiva, a ex-secretária foi beneficiada por um habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantindo-lhe o direito de permanecer em silêncio. Ainda assim, ela optou por responder a parte dos questionamentos feitos pelos integrantes da comissão.

Aline também negou ter adquirido passagens aéreas ou transferido recursos ao empresário Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Outro depoimento

A CPMI havia previsto ainda para esta segunda-feira o depoimento do advogado Cecílio Galvão. A comissão, no entanto, manteve a condução coercitiva, e a oitiva foi remarcada para quinta-feira (5).

Galvão deverá ser questionado sobre supostos contratos de alto valor firmados com associações sob investigação por possíveis desvios de benefícios previdenciários.

Por Paraíba Master

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