Extrativistas pressionam COP30 por reconhecimento de territórios como chave contra crise climática
Foto: Bruno Peres
Lideranças extrativistas de diversos biomas tomaram as ruas de Belém, nesta quinta (13), em um ato que cobrou reconhecimento do papel dessas comunidades na preservação das florestas e no enfrentamento às mudanças climáticas. O “Porongaço dos Povos da Floresta” reuniu seringueiros, castanheiros, ribeirinhos, pescadores e quebradeiras de coco, que marcharam iluminando a cidade com porongas — símbolo histórico da luta do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS).
A manifestação ocorre paralelamente à COP30 e reforça a defesa dos territórios tradicionais. Para a vice-presidente do CNS, Letícia Moraes, “o território é extensão do corpo” das comunidades, responsáveis pelos últimos grandes remanescentes florestais preservados do país.
Dados do CNS apontam que reservas e assentamentos agroextrativistas protegem mais de 42 milhões de hectares — cerca de 5% do território nacional — e armazenam 25,5 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente. O líder extrativista Joaquim Belo atua na conferência para incluir oficialmente esses territórios nas metas de mitigação climática do Brasil.
Ao fim da marcha, o CNS entregou à ministra Marina Silva um documento que cobra a inclusão formal das áreas extrativistas na NDC brasileira, além de investimentos contínuos para proteção territorial, gestão comunitária e práticas sustentáveis. Marina ressaltou o papel histórico dos extrativistas como guardiões da floresta e defendeu o fortalecimento de políticas públicas para essas comunidades.
Por Paraíba Master