30 de setembro de 2026
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Força-tarefa cumpre mandados contra grupo suspeito de tráfico humano na PB, PE e RN

 Força-tarefa cumpre mandados contra grupo suspeito de tráfico humano na PB, PE e RN

Foto: Reprodução

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Donos da Noite, que investiga a atuação de uma rede interestadual suspeita de tráfico de pessoas para exploração sexual e redução à condição análoga à de escravo nos estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. Na Paraíba, seis ordens judiciais foram executadas nos municípios de Alagoa Grande, Guarabira (dois mandados), Pitimbu, Pedro Régis e Itabaiana. No Rio Grande do Norte, as ações ocorreram em Nova Cruz, onde foram cumpridos dois mandados. Já em Pernambuco, a operação foi realizada no município de Goiana.

A ação foi realizada de forma integrada entre a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

As investigações tiveram início a partir de uma representação policial apresentada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Guarabira, na Paraíba. O caso foi posteriormente encaminhado à Justiça Federal e aprofundado pela Polícia Federal.

Segundo a PF, a investigação busca reunir provas sobre uma estrutura organizada voltada ao tráfico de mulheres em situação de vulnerabilidade para exploração sexual, além de apurar possíveis casos de trabalho análogo à escravidão.

Paralelamente ao cumprimento dos mandados, equipes realizam fiscalizações nos estabelecimentos investigados para verificar possíveis violações trabalhistas, identificar vítimas e promover eventuais resgates.

As apurações apontam que os suspeitos mantinham locais utilizados para exploração sexual, onde as mulheres estariam submetidas a mecanismos de controle, como cobrança de dívidas, metas de consumo, multas e outras formas de coerção. Também existem indícios de transferência frequente de vítimas entre estabelecimentos localizados na Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Durante a operação, os agentes buscam apreender documentos, aparelhos celulares, computadores, mídias eletrônicas, registros contábeis, comprovantes de transações financeiras e valores em espécie. O material recolhido deverá auxiliar na comprovação dos crimes, na identificação de outros envolvidos e no rastreamento do fluxo financeiro da organização investigada.

Participam da força-tarefa policiais federais, procuradores da República, procuradores do Trabalho e auditores fiscais do Trabalho, em uma atuação conjunta voltada ao combate de crimes contra a dignidade humana, a liberdade individual, a dignidade sexual e a organização do trabalho.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelos crimes de tráfico de pessoas, redução à condição análoga à de escravo, manutenção de casa de prostituição e rufianismo, além de outros delitos que possam ser identificados no decorrer das investigações.

Por Paraíba Master

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