Governo da Paraíba cria plano de ação para enfrentar impactos do El Niño
O governador Lucas Ribeiro assinou, na manhã desta sexta-feira (18), na Granja Santana, em João Pessoa, decreto que estabelece ações para reduzir os impactos do fenômeno El Niño na Paraíba. A previsão é de que o evento climático tenha forte intensidade, com possibilidade de provocar seca extrema no Semiárido e chuvas intensas na Zona da Mata.
A medida busca garantir respostas mais rápidas à população, especialmente às pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Para isso, o decreto estabelece três frentes de atuação: o Comitê Estadual de Monitoramento, Preparação e Resposta aos Eventos Climáticos Extremos; a Câmara Técnica Permanente de Monitoramento, Prognóstico e Avaliação de Riscos Climáticos; e a Sala Estadual de Situação.
Durante a reunião, que contou com a participação de praticamente todas as Secretarias e órgãos do Governo da Paraíba, Lucas Ribeiro destacou a importância de antecipar as ações diante dos possíveis efeitos do fenômeno.
“Essa será uma atuação interinstitucional e de todo o nosso time de Governo para agilizar e se antecipar às necessidades da população diante do El Niño, que tem 90% de chance de ser o mais severo da história”, afirmou.
O governador também citou as chuvas registradas em maio, que atingiram diversos municípios paraibanos. Segundo ele, a experiência serviu para estruturar um plano mais amplo de prevenção e resposta aos eventos climáticos.
O secretário de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Adroilzo Fonseca, destacou que o decreto organiza ações que já vêm sendo adotadas pelo Governo e amplia a articulação com municípios e Governo Federal.
“Esse decreto institui uma organização das diversas ações que estão sendo já adotadas pelo Governo do Estado diante da aproximação do El Niño, fortalecendo a relação com os municípios e também o Governo Federal”, afirmou.
O diretor-superintendente da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), Porfírio Catão, ressaltou a estrutura hídrica existente na Paraíba. Segundo ele, o Estado possui adutoras com presença nos 223 municípios, o que deve contribuir para o enfrentamento de uma eventual estiagem.
“A população enfrente o El Niño de maneira bem diferente da estiagem de 2012 a 2018”, disse, destacando ainda a importância dos sistemas de monitoramento.
Ação coordenada
Para elaborar o decreto, o Governo da Paraíba considerou a necessidade de integrar políticas de mudanças climáticas, fortalecer o monitoramento estadual e acompanhar a evolução do El Niño no período de 2026 a 2027.
O Comitê Estadual será responsável pela coordenação estratégica e pela articulação entre os órgãos estaduais, além de prestar assessoramento ao governador na gestão dos riscos e impactos relacionados a eventos climáticos extremos.
Já a Câmara Técnica atuará no assessoramento técnico do comitê, reunindo e analisando informações oficiais para o monitoramento, o prognóstico e a avaliação dos riscos climáticos.
A Sala Estadual de Situação funcionará como um ambiente permanente de monitoramento integrado, sistematização de informações e apoio à tomada de decisões diante de eventos climáticos extremos.
Por Paraíba Master