27 de setembro de 2026
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Governo da Paraíba realiza levantamento para identificar demandas dos moradores da Nova Agrovila Acauã

 Governo da Paraíba realiza levantamento para identificar demandas dos moradores da Nova Agrovila Acauã
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O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), dá continuidade ao levantamento das demandas das 100 famílias que vão residir na Agrovila Acauã, em Natuba. A ação tem o objetivo de garantir que as famílias atingidas pela Barragem de Acauã – nas cidades de Aroeiras e Natuba – sejam inseridas nos programas socioassistenciais já existentes, além de subsidiar a construção de políticas públicas específicas a partir das necessidades identificadas.

A Sedh atua de forma estratégica no processo de transição das famílias para o local construído pelo Governo da Paraíba para abrigá-las. No momento, está sendo realizado um levantamento detalhado das demandas relacionadas à transferência de residência e de município, incluindo questões como transferência escolar, atualização e migração do Cadastro Único, continuidade de tratamentos de saúde, entre outras necessidades das famílias.

A Agrovila foi construída em uma área de 330 hectares, desapropriada pelo Governo da Paraíba com o objetivo de reassentar 100 famílias impactadas pela barragem e que decidiram residir na nova localidade. As moradias construídas possuem uma área de 0,5 hectare de quintal produtivo – destinado ao cultivo de frutas, verduras e hortaliças – 22.000 m² de pavimentação foram executados, além de 100 cisternas com capacidade para armazenar 20 mil litros de água. A agrovila conta com energia elétrica, adutora construída pela Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa), sistema de reuso de água, que será utilizada para irrigação dos quintais produtivos, uma barragem subterrânea e um poço artesiano.

Para o coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Osvaldo Bernardo, a agrovila representa uma mudança significativa no atual panorama. “Há data definida para que as famílias se mudem para suas novas residências, o que demonstra uma nova perspectiva para os moradores. A construção executada durante o Governo atual, a produção agrícola já está em andamento, as famílias que lá residirão produzem desde 2022, já cultivaram algodão colorido orgânico, ultrapassando a marca de 20 toneladas”, comemorou.

A gerente executiva dos Direitos Humanos da Sedh, Mônica Evolino, destaca que a atuação da Sedh tem sido pautada pelo compromisso com a promoção dos direitos humanos e com a garantia de condições dignas para as populações atingidas. “Nesse contexto, a Secretaria tem mediado o diálogo entre os diversos órgãos envolvidos, contribuindo para a construção de soluções pactuadas que respeitem as demandas das famílias e assegurem o acesso à moradia adequada, infraestrutura básica e condições para o desenvolvimento produtivo”, observou.

Além da articulação institucional, a Sedh também tem acompanhado o processo, oferecendo suporte técnico e social, com foco na organização comunitária e no fortalecimento da autonomia das famílias beneficiárias. A construção da Agrovila representa não apenas a garantia de moradia, mas também a possibilidade de reparação social, reconstrução de vínculos, geração de renda e melhoria do bem viver.

O agricultor Edvaldo de Luna, viúvo, há 26 anos é morador da Vila Pedro Velho, cultiva milho, feijão, fava, jerimum, disse estar “muito feliz”. E justificou: “Lá será muito melhor, tenho familiares que moram em Itatuba, e ficaremos mais próximos”.

O pescador e agricultor José Luciano da Silva, morador da comunidade Aguapaba, distrito de Natuba desde 2006, comenta esperançoso: “Vou no intuito de trabalhar com agricultura, aqui não tem como plantar, planto nas terras dos outros, lá plantarei no que é meu”.

Por Paraíba Master com informações do Governo da Paraíba

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