1 de outubro de 2026
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Greve de motoristas de ônibus começa nesta segunda-feira (29) no Rio com frota reduzida e reforço no transporte ferroviário

 Greve de motoristas de ônibus começa nesta segunda-feira (29) no Rio com frota reduzida e reforço no transporte ferroviário

Foto: Reprodução

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Os motoristas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro iniciaram, na madrugada desta segunda-feira (29), uma greve por tempo indeterminado após decisão tomada em assembleia da categoria realizada no domingo (28). A paralisação afeta um sistema que transporta cerca de 32 milhões de passageiros por mês, segundo o sindicato das empresas de ônibus, Rio Ônibus.

Para minimizar os impactos à população, a Justiça do Trabalho determinou que pelo menos 50% da frota permaneça em circulação em cada linha e itinerário durante todo o período da greve. O descumprimento da decisão poderá resultar em multa diária de R$ 50 mil, aplicada separadamente ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Município do Rio (Sintrucad-Rio) e ao sindicato patronal Rio Ônibus.

A medida foi estabelecida em caráter liminar pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), no âmbito do dissídio coletivo envolvendo trabalhadores e empresas do setor.

Apesar da paralisação dos ônibus, o sistema BRT segue operando normalmente, mantendo a programação habitual para dias úteis. Além disso, a Prefeitura do Rio informou que acompanha a situação e afirmou que adotará medidas para reduzir os transtornos e assegurar o direito de deslocamento da população.

Nesta segunda-feira, o governo do estado e a prefeitura também decretaram ponto facultativo em razão da partida entre Brasil e Japão, válida pela Copa do Mundo de 2026, marcada para as 14h (horário de Brasília).

Impasse nas negociações

Entre as principais reivindicações dos rodoviários estão a alteração da data-base da categoria para 1º de março, reajuste salarial para R$ 5 mil aos motoristas de ônibus articulados e R$ 4 mil para os demais condutores, além do fim dos contratos temporários.

A pauta também inclui tíquete-alimentação de R$ 1 mil, adoção da jornada de trabalho no regime 5×2, manutenção do passe livre, indenização referente ao intervalo de almoço e a oferta de planos de saúde e odontológico.

Em contrapartida, as empresas propuseram reajuste salarial com base na inflação medida pelo IPCA, de 4,39%. Pela proposta, o piso dos motoristas passaria de R$ 3.420 para R$ 3.570, enquanto os condutores de ônibus articulados receberiam R$ 4.285,35, ante os atuais R$ 4.104,18. O auxílio-alimentação também subiria de R$ 660 para R$ 689. A proposta, no entanto, foi rejeitada integralmente pelos trabalhadores.

Trens têm operação reforçada

Como alternativa para atender à demanda de passageiros, a concessionária TrensRJ ampliou a operação ferroviária nesta segunda-feira. A empresa informou que disponibilizou viagens extras em todos os ramais durante a manhã e por volta do meio-dia, considerando tanto os efeitos da greve quanto o aumento esperado no fluxo de passageiros devido ao jogo da Seleção Brasileira.

A concessionária também informou que equipes do Centro de Controle Operacional (CCO) acompanham em tempo real a movimentação nas estações para ajustar a operação e garantir o atendimento aos usuários.

Por Paraíba Master

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