27 de setembro de 2026
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Guerra no Oriente Médio: Lula e Amorim reiteram a posição brasileira em favor de uma “solução negociada” durante diálogo

 Guerra no Oriente Médio: Lula e Amorim reiteram a posição brasileira em favor de uma “solução negociada” durante diálogo
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Na manhã desta segunda-feira (2), o embaixador Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República, teve uma conversa telefônica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito do aumento dos conflitos no Oriente Médio.

Enquanto Amorim cumpre compromissos no Rio de Janeiro, Lula se encontra em Brasília. O chanceler antecipou que entraria em contato com o presidente durante uma entrevista à GloboNews nesta manhã.

Os dois analisaram os desdobramentos mais recentes da crise e possíveis ações diplomáticas do Brasil, incluindo o papel do Itamaraty e a promoção de uma solução negociada para diminuir as tensões na área.

Durante a chamada, Celso Amorim recordou ao presidente Lula os esforços da diplomacia brasileira em 2010, junto com a Turquia, para a Declaração de Teerã. Essa iniciativa gerou uma reação positiva internacional, mas foi posteriormente rejeitada pelos Estados Unidos.

Em 2010, Brasil, Turquia e Irã propuseram a Declaração de Teerã como uma forma de diminuir as tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano.

De acordo com o acordo, o Irã enviaria uma parte de seu urânio enriquecido para a Turquia, onde o material ficaria sob supervisão internacional, em troca de combustível nuclear para um reator destinado a pesquisas médicas. A proposta tinha como objetivo prevenir novas sanções e criar oportunidades para negociações, porém foi negada pelos Estados Unidos e não progrediu.

Avaliação de impactos

Atualmente, o governo brasileiro está avaliando os efeitos do aumento dos conflitos e possíveis desdobramentos diplomáticos, incluindo com os Estados Unidos.

Celso Amorim declarou que o Brasil “deve se preparar para o pior” cenário, uma vez que o conflito com o Irã pode se espalhar. Até agora, o governo brasileiro emitiu uma declaração de solidariedade às vítimas e solicitou o término das operações militares na região do Golfo.
Ainda nesta segunda-feira (2), após a reunião entre Lula e Amorim, o Ministério das Relações Exteriores anunciou que o ministro Mauro Vieira teve uma conversa telefônica com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan.
Os dois discutiram as consequências do conflito no Oriente Médio e o fechamento do espaço aéreo na área.
Uma das preocupações do Itamaraty em relação ao país árabe é a condição dos brasileiros que se encontram nos aeroportos de Dubai e Abu Dhabi, em virtude das limitações nos voos.

Encontro entre Lula e Trump

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos estão organizando uma visita de Estado do presidente Lula a Washington para o mês de março.

As datas inicialmente previstas são de 15 a 17 de março; no entanto, conforme antecipou o blog de Ana Flor, esse evento pode ser adiado.

Com os ataques ao Irã e o aumento dos conflitos na área, com a participação direta dos Estados Unidos, o Itamaraty não descarta mudanças na pauta do encontro entre Lula e Donald Trump.

‘Momento de cautela’

Além disso, o Itamaraty mantém comunicação com as embaixadas dos países que sofreram ataques durante o fim de semana, incluindo Israel, Irã e Emirados Árabes.

De acordo com fontes do governo na área internacional, o momento é encarado com “cautela” pelo governo, devido à relação com os Estados Unidos e para preservar a tradição brasileira de condenar guerras e conflitos.
Ademais, a preocupação atual de diplomatas, internacionalistas e especialistas no assunto diz respeito às normas do direito internacional. Os eventos mais recentes, como o sequestro de Nicolás Maduro na Venezuela, têm rompido o convívio entre as nações, o que é considerado um retrocesso.

Por Paraíba Master

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