Hospitais pedem à Câmara de Campina Grande mediação com Prefeitura para evitar paralisação
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Representantes de hospitais públicos de Campina Grande se reuniram nesta terça-feira (27) com vereadores da Câmara Municipal para tratar dos atrasos nos repasses e emendas destinadas às instituições de saúde.
No Hospital da FAP (Fundação Assistencial da Paraíba), 92% do orçamento provém do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o presidente da fundação, Derlópidas Neves, a falta desses repasses compromete a saúde financeira da instituição e ameaça a continuidade dos serviços oferecidos à população.
“Estamos aguardando um posicionamento da Prefeitura para que possamos encontrar uma solução e garantir a manutenção dos atendimentos nos hospitais”, afirmou Neves.
Após a reunião, o presidente da Câmara Municipal, vereador Saulo Germano, anunciou que buscará esclarecimentos junto à Prefeitura e às secretarias competentes. “Nosso objetivo é levar soluções ao prefeito. Já conversei com o secretário hoje, que se comprometeu a se reunir conosco. Agora vamos tentar marcar um encontro com o prefeito, junto aos demais vereadores”, disse Germano.
Crise nos hospitais
Hospitais que oferecem serviços complementares ao SUS em Campina Grande enviaram um comunicado à Secretaria Municipal de Saúde alertando para o risco de paralisação completa do atendimento a partir de 1º de fevereiro de 2026.
Segundo os gestores, os atrasos nos repasses e a falta de respostas efetivas estão levando as unidades ao limite de operação, afetando atendimentos de urgência, internações, cirurgias, exames e tratamentos especializados, como os de Média e Alta Complexidade.
A situação reforça a preocupação com o impacto na população, caso medidas urgentes não sejam adotadas pelas autoridades municipais.
Por Paraíba Master